Alunos buscam proteção aos animais nas margens da BR-116

04/09/2019
Projeto foi apresentado para a prefeita

Projeto foi apresentado para a prefeita

A proteção dos animais que transitam nas margens da BR-116 foi tema de uma audiência na prefeitura de Morro Reuter, nesta terça-feira (3). A prefeita Carla Chamorro recebeu alunos, professores e a diretora da escola municipal Francisco Weiler, da localidade de Picada São Paulo, responsáveis pelo projeto “Estratégias em Defesa da Vida Animal nas Margens da BR-116”. O trabalho foi apresentado e premiado na 3ª Morro Reuter Científica. Eles apresentaram o resultado da pesquisa e solicitaram medidas para proteção dos animais que trafegam pela via, como a colocação de placas. Carla comprometeu-se a contatar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para pedir autorização e elogiou a iniciativa.
 O projeto foi desenvolvido pelos alunos do 9º ano Djeni Kelly Knorst Lang e Pedro Henrique Arnecke Klock, com orientação da professora Bruna Borges Hahn e participação da professora Ana Lucia Bratz Almeida, tendo apoio da diretora Mírian Torres. “É de extrema importância esse envolvimento de vocês com a questão ambiental e a busca de soluções”, afirmou Carla. Ela salientou ainda que o custo das placas, alertando sobre a presença de animais como tatus e bugios e pedindo atenção e diminuição de velocidade no trecho, será pago pela prefeitura.


SOBRE O PROJETO
No projeto apresentado, os estudantes citam que os atropelamentos de animais nas margens da BR-116 ocorrem com muita frequência e que uma das estratégias para combater o problema é a diminuição da velocidade dos veículos nas rodovias, respeitando a sinalização. Outra proposta apresentada foi a sinalização através de placas educativas.
- De acordo com pesquisas realizadas, em nosso país cerca de 15 animais morrem por segundo, 1,3 milhão morrem por dia e por ano morrem cerca de 475 milhões de animais por atropelamentos nas rodovias. No auge destas mortes e atropelamentos estão os pequenos vertebrados, como sapos e rãs, com 90% de frequência. Logo após, os vertebrados de médio porte, como gambás ou corujas, com 9% de frequência, e por fim, os vertebrados de grande porte, como onças e capivaras, com 1% de frequência de mortes por atropelamentos nas margens das rodovias. Foi constatado também que, para a construção das rodovias, não se pensou nos animais, e por isso muitos de seus habitats naturais foram devastados. Com base nas pesquisas realizadas, analisamos e elaboramos um levantamento de dados a respeito da quantidade de animais que foram encontrados no percurso de Picada São Paulo. Concluiu-se que as estratégias propostas protegeriam os animais e que devemos conscientizar as pessoas para que as mesmas pensem nestes animais, ajudando a proteger e valorizando a importância da fauna e da flora desta localidade, tendo como objetivo a conservação e o equilíbrio ecológico da nossa região – escrevem os alunos.


(Foto: Divulgação / PMMR)


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