Oposição elogia nova Emergência 24h, mas questiona atrasos e valores

05/08/2020
Unidade foi a inaugurada na última sexta-feira

Unidade foi a inaugurada na última sexta-feira

A inauguração da nova Emergência 24h repercutiu na sessão de segunda-feira (3), na Câmara de Vereadores. Sérgio Fink (PDT) foi o primeiro a se manifestar. “Quero parabenizar o município de Dois Irmãos e os vereadores que aprovaram o financiamento. Está bonito, esperamos que agora corresponda a expectativa das pessoas”, comentou. “Só achei estranho que o nosso convite era para assistir a live; pensamos que não haveria uma inauguração efetiva da emergência. Mas, para minha surpresa, tinha muitos secretários, familiares e outras pessoas lá”, acrescentou.
Sérgio também questionou valores e atrasos da obra, solicitando através de requerimento informações sobre os aditivos realizados. “O contrato assinado em 19/6/2018 previa dez meses para conclusão, portanto deveria estar pronto em 19/04/2019, com multa de 1% sobre o valor global por atraso injustificado. Existem vários aditivos e nenhuma multa”, declarou. Paulino Renz (PDT) também lamentou o atraso. “Demorou demais para sair, quatro ou cinco anos. Já falei aqui na tribuna: prédio de oito andares leva-se seis, sete meses para fazer; de dois andares, levaram cinco anos, gastando o dinheiro do povo. Tomara que atendam bem as pessoas, com respeito”, disse o vereador.
Eliane Becker (PP) concorda que o atendimento precisa ser qualificado. “Todos aqui temos a mesma cobrança, que o IBSAÚDE faça um excelente trabalho para nossa comunidade. Não adianta só um prédio novo, o que importa é o atendimento humanizado”, afirmou, dando uma sugestão para o espaço entre a Emergência e o Hospital São José, onde ficava o prédio da Secretaria da Saúde que foi demolido. “Sugiro que no futuro se torne nosso centro de imagem. Temos que deixar essa cobrança para o futuro prefeito ou prefeita de Dois Irmãos”, concluiu.


Presidente critica financiamento
Além da demora na conclusão, o presidente Joracir Filipin (PT) questionou a utilização de financiamento para a execução da obra. “Poderiam ter botado o projeto embaixo do braço e ido a Brasília buscar recurso, só que isso não aconteceu. Hoje, o município vai pagar quase R$ 4 milhões no final do financiamento”, disse ele. 
Celina Christovão (MDB) saiu em defesa da administração. “Demorou, mas que bom que temos uma obra dessas. Não tínhamos nem o terreno e hoje temos uma unidade de primeiro mundo”, observou. Filipin interpelou, dizendo que havia terreno. “Mas não tinha sido pago”, emendou a vereadora. Mais tarde, o presidente voltou ao assunto. “O terreno já era do município, foi comprado na gestão do prefeito Miguel (Schwengber) por R$ 1,2 milhão e já estava pago”, argumentou. 
Celina também respondeu a Sérgio. “Tenho aqui no convite: ‘contamos com a presença de vocês’. Fui lá, passei vergonha, pois era a única vereadora, então fui embora”, comentou. “É fácil criticar, mas vamos olhar pelo lado das coisas boas que já foram feitas nestes oito anos”, acrescentou. Sérgio rebateu: “Não quero polemizar, mas acho que nós recebemos convites diferentes. O que eu recebi, assinado pela prefeita Tânia, dizia no final: ‘contamos com a sua presença de forma virtual’”.


Líder de governo enaltece obra
Elony Nyland (MDB) enalteceu a conquista da nova Emergência 24h. “Fico feliz, como líder de governo, em poder dizer que nesses oito anos de Tânia e Jerri muitas coisas boas foram feitas para a comunidade de Dois Irmãos. Temos um hospital, o que não havia quando assumimos a administração. Agora, foi inaugurado o pronto-atendimento, que há duas décadas todos os prefeitos que passaram queriam transferir do prédio do INSS para o Centro. Com o novo Postão, não tem desculpa para não atender cada vez melhor os nossos pacientes”, afirmou.
O vereador ainda fez ponderações sobre custos e atrasos, criticados pela oposição. “O valor está dentro da realidade, é justo e bem investido. Uma obra muito qualificada. Acho que ficou da altura que o povo de Dois Irmãos merece”, comentou Elony. “Temos que ver o lado positivo das coisas. Toda obra demora um pouco mais, um pouco menos, tanto no setor privado e, principalmente, no setor público, que tem muito empecilhos”, acrescentou.


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