Emissões de gases aumentam 9,6% e Brasil não deverá cumprir metas do Acordo de Paris, diz relatório

06/11/2020
Fonte: G1

Fonte: G1

As emissões dos gases do efeito estufa no Brasil aumentaram 9,6% em 2019, em comparação com 2018. Os dados fazem parte do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), divulgado pela organização não-governamental Observatório do Clima (OC).


Principais pontos:
– As emissões foram puxadas pela alta do desmatamento na Amazônia;
– Foram 2.17 bilhões toneladas de CO² em 2019;
– Em 2018, foram 1,98 bilhão em 2018;
– Uso da terra (inclui desmatamento) e agropecuária somam 72% das emissões do país;
– O setor de energia responde por 19% do total.


O Brasil está em sexto lugar entre os emissores do mundo – ou em quinto lugar, se não for considerada a União Europeia. As emissões de CO² - principal gás do aquecimento global - por cada indivíduo também estão acima da média do planeta (7,1 toneladas): cada brasileiro gerou 10,4 toneladas no ano passado.
A Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) tinha a previsão de que o país reduzisse as emissões entre 36,8% a 38,9% até o final de 2020. De acordo com as estimativas do SEEG, o país ultrapassará em cerca de 9% o menor limite da meta. Na prática, o país não irá cumprir os compromissos firmados no Acordo de Paris, em 2015. Além disso, desde 2010, quando a PNMC foi regulamentada, ocorreu um aumento de 28,2% na quantidade de gases de efeito estufa. “Com um governo negacionista da mudança climática e que nem sequer entregou um plano de implementação da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) até agora, nossa participação no Acordo de Paris se resume a uma assinatura num pedaço de papel. Isso terá consequências sérias para a inserção internacional do Brasil e para nosso comércio exterior nos próximos anos”, disse Márcio Astrini, secretário-executivo do OC.


Demissões na área de combate às mudanças do clima
Em fevereiro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) demitiu duas autoridades de alto escalão que atuavam no combate às mudanças climáticas, deixando os postos vagos em um momento no qual o país está sob os holofotes por causa dos gases de efeito estufa liberados pela devastação da Floresta Amazônica.
O ministério disse que “as substituições na Secretaria de Relações Internacionais visam dar nova dinâmica para a agenda de adaptação às mudanças climáticas da pasta”, sem dar detalhes. O governo do presidente Jair Bolsonaro já havia reduzido a ênfase na área que combate o aquecimento global dentro do ministério, transformando um cargo de nível de secretário para a mudança climática em uma diretoria.


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