Golpistas usam auxílio emergencial para tentar obter dados sigilosos de vítimas

08/04/2020
Fonte: GaúchaZH

Fonte: GaúchaZH

Benefício concedido para os trabalhadores informais, como forma de tentar reduzir perdas de renda provocadas pela pandemia da covid-19, o auxílio emergencial também está no radar dos golpistas. Desde que a medida foi anunciada na semana passada pelo governo federal, passaram a circular pela internet mensagens falsas, prometendo a liberação do recurso. Um dos objetivos com a trapaça é captar dados sigilos das vítimas.  
Na sexta-feira (3), um motorista de 58 anos, morador de Porto Alegre, recebeu por mensagem um link para verificar se tinha direito ao benefício e solicitar o desbloqueio dos valores pela internet. O texto estava ilustrado com o brasão da República e identificado como sendo do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Assim que acessou a página, onde deveria ser preenchido um formulário com dados pessoais, deu-se conta que, na verdade, era um golpe. O motorista atentou para um detalhe que, por vezes, passa despercebido: não se tratava de site oficial do governo. Ele ainda testou o link e percebeu que qualquer nome ou CPF aleatório resultava na mesma mensagem informando que a pessoa tinha três parcelas a receber do benefício. Na sequência, retornou a mensagem para a amiga, e fez o alerta.
— Ela repassou sem se dar conta que era golpe. Eu acessei e vi que no endereço não tinha “gov”. Só podia ser golpe. Respondi na mesma hora. Ela ficou horrorizada — relata o motorista, que prefere não ser identificado.


Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos
A Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), recebeu nesta terça-feira (7) duas denúncias sobre o golpe. O delegado André Anicet alerta para o fato de que as informações repassadas podem ser usadas no futuro por estelionatários.
— O objetivo deles é possivelmente o furto desses dados pessoais, afim de cometer algum tipo de ilícito, de fraude. A gente acredita que eles façam isso. Em outros casos, direciona o link para sites que tem por objetivo receber valores pelo número de acessos — detalha.
Esses golpistas possuem conhecimento em informática e permanecem por trás do computador, sem contato com as vítimas.  Diferente de outros tipos de golpes, onde o estelionatário usa o convencimento verbal, nesse caso basta conseguir que a pessoa acesse o link e repasse os dados.
— Às vezes só captam dados e repassam para outros criminosos, que acabam utilizando isso para obtenção de vantagens. São os conhecidos hackers. É preciso sempre desconfiar onde estão colocando essas informações — alerta Anicet.


Como se proteger
- Fique atento para o endereço do site que será acessado. Os governamentais possuem o final “gov.br”. Já os usados pelos golpistas podem contar outros endereços.
- Outra dica é observar quem é o desenvolvedor do aplicativo antes de baixá-lo. O oficial é desenvolvido pela Caixa Econômica Federal — essa informação sobre o nome do desenvolvedor pode ser consultada antes de baixar o app.
- Pesquisas em sites oficiais também servem para verificar se a informação é verdadeira.


Onde acessar
Foram lançados nesta terça-feira (7) o aplicativo (CAIXA|Auxílio Emergencial) e o site para fazer o cadastro de solicitação do benefício concedido para trabalhadores autônomos, informais, microempreendedores individuais (MEIs) e desempregados. O auxílio mensal será de R$ 600 ou R$ 1,2 mil, para mães solteiras. A Caixa disponibilizou a central 111 para tirar dúvidas sobre o cadastro.


Medidas
A ação dos golpistas levou a Secretaria Especial do Desenvolvimento Social a divulgar em seu site nota de esclarecimento na qual informa que as mensagens com links para cadastro em sites para liberação do auxílio são falsas. O Ministério da Saúde disponibilizou um número de WhatsApp para verificar se as notícias compartilhadas são falsas ou verdadeiras. Basta enviar mensagem com nome completo, município e Estado de residência e o conteúdo que deseja averiguar. O cidadão vai receber o retorno com o selo “isto é notícia falsa” ou de “isto é notícia verdadeira”. O número é (61) 99289-4640.
Para tentar reduzir a disseminação de informações falsas durante a pandemia do coronavírus, o WhatsApp anunciou nesta terça-feira o limite de envio de mensagens. Quem receber uma mensagem e decidir encaminhar para outra pessoa, só poderá fazer isso para um contato por vez. O aplicativo entende que as mensagens compartilhadas muitas vezes podem conter informações que não sejam totalmente verdadeiras.  
Em seu site, o WhatsApp alerta que nem todas as mensagens recebidas sobre coronavírus são precisas. Orienta que a confirmação dos fatos seja realizada com fontes oficiais, confiáveis ou com organizações que fazem checagem de fatos. Reforça também para que os usuários não compartilhem mensagens que não tenham certeza que são verdadeiras.


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