Dois Irmãos completou 25 anos de coleta seletiva em 2019

08/11/2019
Mais de 30 pessoas trabalham na usina e no recolhimento de lixo

Mais de 30 pessoas trabalham na usina e no recolhimento de lixo

Dois Irmãos produz cerca de 500 toneladas de resíduos por mês. Deste total, 140 toneladas são recicladas pela Cooperativa dos Recicladores do município, que atua na usina localizada na Picada Verão. Atualmente, 38 pessoas – entre elas 34 homens e 4 mulheres, trabalham para manter a cidade limpa. A equipe é dividida em dois grupos: 25 atuam na usina e os outros 13 são responsáveis pela coleta seletiva nas áreas urbana e rural. Este serviço é realizado com dois caminhões cedidos pela prefeitura, conduzidos por servidores públicos, que percorrem a cidade três vezes por semana. 
A Usina de Reciclagem é um espaço pertencente à administração municipal, e administrado pela Cooperativa dos Recicladores, hoje liderada pelo Roberto Araújo da Silveira, de 45 anos, que integra a cooperativa há quase 14. “Vim de Santa Rosa em 1998, em busca de emprego”, contou ele, que inicialmente trabalhou em uma empresa do ramo químico. Segundo Roberto, graças a parceria com a prefeitura e outras grandes empresas, o grupo conta com uma infraestrutura cada vez melhor. 
Aos que ainda não conhecem o espaço, vale lembrar que a usina é aberta à visitação (mediante agendamento), oportunizando que cada morador veja quais são os destinos dos resíduos produzidos por eles. De acordo com Roberto, só no primeiro semestre de 2019, 866 pessoas visitaram o espaço. Para ele, constantes ações de educação ambiental também fazem a diferença. “É um trabalho que deve ser permanente”, comentou o presidente, destacando as palestras realizadas pelos próprios cooperados nas escolas da cidade. “O foco principal são as crianças, que mais tarde irão compartilhar as informações em casa, com toda a família”, completou. 


REALIDADE DA USINA
Vale a pena conhecer a realidade da usina e compartilhar a experiência com outras pessoas, na tentativa de conscientizar cada vez mais sobre a importância do descarte correto do lixo. Há anos, nossa cidade é referência na Coleta Seletiva, e isso precisa ser valorizado. Segundo Roberto, atualmente 70% da população de Dois Irmãos separa o lixo em casa, e deste, quase metade é orgânico.
Todos os dias, eles correm contra o tempo para cumprir metas e dar o destino correto a cada cerca de 17 toneladas de resíduos produzidas pelos munícipes dois-irmonenses, que hoje somam mais de 32 mil. Roberto reforça o papel dos recicladores. “Cada um tem uma missão na vida, e eu acredito que nós estamos colaborando com o meio ambiente, trabalhando por um futuro melhor para todo mundo”, destacou ele, ressaltando o orgulho de fazer parte da cooperativa. “Eu gosto de trabalhar aqui”, finalizou. 
De acordo com Roberto, aproximadamente 27% do total de resíduos sólidos coletados são reciclados atualmente, gerando renda aos cooperados. Além do beneficiamento dos resíduos plásticos, eles também têm arrecadação através da venda de materiais como papelão, garrafas pet, papel (jornais, revistas), metais, eletrônicos, canos PVC, vidros e óleo vegetal usado. Já os rejeitos e orgânicos são transportados para a Estação Municipal de Transbordo, e posteriormente levados a um aterro sanitário privado, em São Leopoldo.
Além dos caminhões e motoristas, a prefeitura também disponibiliza retroescavadeira e empilhadeira, por exemplo. A administração municipal também é responsável pela conta de energia elétrica, que hoje significa um valor mensal de cerca de R$ 30 mil. Outro incentivo é através da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), que repassa anualmente aproximadamente R$ 8 mil à cooperativa. 


COOPERATIVA FUNDADA EM 2009
Inicialmente, a coleta seletiva era realizada pela prefeitura e na época, ainda como associação, os recicladores ficavam responsáveis pelo trabalho nos galpões. Anos mais tarde, já em 2009, a associação se transformou em cooperativa, e assumiu o serviço de coleta pela cidade.
Para que o trabalho dos cooperados possa ser realizado, é preciso que cada um de nós faça a sua parte. E as maneiras de colaborar com o grupo são simples: vai desde separar o lixo corretamente em casa, respeitar os horários da coleta seletiva, evitando depositar os resíduos muito antes da passagem dos caminhões; e cuidar como descartamos lâmpadas, seringas e pilhas, por exemplo. Roberto destaca que ao chegar na usina, todos os materiais inorgânicos descartados passam por uma esteira de 12 metros, e é neste momento que os cooperados realizam a separação dos mesmos, logo, o descarte irregular de seringas, por exemplo, coloca em risco a saúde dos mesmos. 
Outro desafio na cidade é conscientizar as pessoas para que não retirem o chamado “lixo bom” das lixeiras. O lixo bom seriam latinhas, papelão e pet, que podem ser vendidos. “Isso prejudica o nosso trabalho, uma vez que a renda vem da reciclagem e comercialização destes materiais”, ressaltou Roberto, pedindo a colaboração de toda a comunidade. 


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