RS encerra 1º semestre com menos de mil homicídios depois de nove anos

09/07/2019
Fonte: Governo RS

Fonte: Governo RS

Considerado em todo o mundo como o principal parâmetro para avaliar os níveis de violência, o número de homicídios é, justamente, o indicador que torna mais evidente a constante queda da criminalidade no Rio Grande do Sul. Pela primeira vez depois de nove anos, o Estado voltou a encerrar o 1º semestre com menos de mil assassinatos – a última ocasião havia sido em 2011, com 870 vítimas. Entre janeiro e junho de 2019, foram registradas 962 mortes, o que representa uma queda de 24% em relação às 1.265 do mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte dos indicadores de criminalidade divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). A redução também aparece na leitura mensal. Enquanto junho de 2018 registrou 194 homicídios, no mês passado, em todo o Estado, houve 152 (-21,6%) – o menor número desde 2013, com 135 vítimas.
Na Capital, o cenário de retração é ainda mais expressivo. Os primeiros seis meses de 2019 contabilizaram 175 vítimas de assassinato em Porto Alegre, o mais baixo número para o período nos últimos 10 anos, e que também representa queda de quase metade (-45,8%) do total verificado em igual intervalo no ano anterior (323). Isolado, o mês de junho teve retração de 40,8% nos homicídios em território porto-alegrense, passando de 44 no ano passado para 26 – mais uma vez, o menor número para o mês na última década. “Os resultados mostram que estamos consolidando a reversão da criminalidade, em especial a marca de voltar a ficar abaixo de mil homicídios no semestre. Embora não nos deixem satisfeitos, pois ainda temos o que melhorar, os dados mostram que estamos no caminho certo”, afirmou o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior.


Latrocínios
As ocorrências de latrocínio seguem a tendência geral de diminuição. O primeiro semestre de 2019 encerrou com a segunda menor marca desde o início da contabilização, em 2012. Foram 35 assaltos com morte entre janeiro e junho, número que só fica acima do registrado em 2009, com 29 casos. Em relação ao mesmo período do ano passado, que teve 51 latrocínios, o resultado atual equivale a uma queda de 31,4%. Em Porto Alegre, o índice de assaltos com morte retraiu ao nível de oito anos atrás, com quatro casos, menor número verificado desde 2012, que teve a mesma marca. Em relação aos sete latrocínios ocorridos entre janeiro e junho do ano passado, a queda foi de 42,9%.


Furtos 
Desde que o Rio Grande do Sul iniciou a contabilização dos indicadores criminais, em 2002, nunca houve um número de furtos mais baixo do que o registrado no primeiro semestre de 2019. A marca de 59.409 casos em todo o Estado ainda representa queda de 14,9% em relação aos 69.835 ocorridos nos seis primeiros meses do ano passado. E se comparado com o pico negativo de 127.699 ocorrências, alcançado em 2003, o atual recorde positivo representa corte acima da metade (-53%) no total de delitos para o período.
A baixa histórica no número de furtos é o exemplo mais marcante da tendência geral de redução nos índices de criminalidade no Rio Grande do Sul. Outro destaque são os roubos de veículos, com 2.750 ocorrências a menos em relação aos primeiros seis meses de 2018, passando de 8.773 casos para 6.023, uma queda de 31,3%. Ainda na comparação semestral, também tiveram baixa os furtos de veículos (-12,5%), os roubos (-9,3%), os ataques a banco (-28%) e os roubos a transporte coletivo (-21%).


Violência contra a mulher 
A luta pelo respeito e pela proteção às mulheres no Rio Grande do Sul trouxe, no 1º semestre de 2019, resultados que confirmam os acertos do Estado para a construção de um ambiente mais seguro e igualitário. Houve redução do número de vítimas em todos os cincos indicadores aferidos pela SSP entre janeiro e junho deste ano em relação ao mesmo período de 2018. Os feminicídios consumados passaram de 55 para 43 casos (-21,8%), enquanto as tentativas caíram de 194 para 184 ocorrências (-5,2%). Também foi registrada retração no total de ameaças (-2,5%, de 19.181 para 18.710) e de lesões corporais (-4,6%, de 11.144 para 10.635). A queda mais expressiva se deu no número de estupros, com quase 300 casos a menos – foram 977 nos primeiros seis meses do ano passado e 678 no primeiro semestre de 2019, uma queda de 30,6%.


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