Momento também requer fé para superar obstáculos e seguir em frente

10/09/2020
(Foto: Octacílio Freitas Dias)

(Foto: Octacílio Freitas Dias)

A fé ganha ainda mais significado em momentos de dor e sofrimento, como os vividos em uma pandemia. Cada um, a sua maneira, encontra nela a força necessária para vencer barreiras e não esmorecer. O Jornal Dois Irmãos convidou representantes das principais igrejas locais para uma reflexão sobre as marcas que ficarão de 2020. 


Renascer como a Fênix
Padre Dirceu Ritter / Igreja Católica – Paróquia São Miguel


Qual a reflexão que se deve fazer neste ano de 2020?
Padre Dirceu
– A reflexão que podemos fazer do ano de 2020, vivendo essa pandemia, é sermos homens e mulheres de esperança. Pois a esperança nos dá forças para renascer como a Fênix, da mitologia grega, que ressurge das cinzas. Tudo vai passar! Lembremos de tanta criatividade que foi despertada na humanidade para superar a crise sanitária e econômica. Quanta solidariedade e doação da própria vida na linha de frente dos nossos profissionais da saúde. Vamos vencer a Covid-19 se cada um fizer sua parte.


O que dizer de Dois Irmãos, que completa 61 anos?
Padre Dirceu
– Celebrar 61 anos de emancipação de Dois Irmãos é agradecer ao Bom Deus pelo povo ordeiro, trabalhador e religioso que temos em nosso município. Que São Miguel continue intercedendo e protegendo nossa gente.



Reflexão do Cuidado
Pastora Cláudia Pacheco / Paróquia Evangélica – IECLB


Qual a reflexão que se deve fazer neste ano de 2020?
Pastora Cláudia
– Penso que a reflexão a ser feita neste ano é a Reflexão do Cuidado, pautada pela atitude de respeito à vida das outras pessoas. Vivemos uma pandemia e isso coloca alguma prioridade. Nesse sentido, a reflexão do cuidado passa pela pergunta do “como fazer” para preservar e garantir a vida. Como fazer para nos relacionarmos com as pessoas, como fazer para ajudar, como fazer para celebrar, como fazer para estar presente, como fazer para consolar, como fazer para trabalhar, como fazer para garantir a educação e a saúde pública? Enfim, como fazer para continuar a vida diante do que mais nos ameaça. O coronavírus nos fez refletir, reinventar, mobilizar a atenção para o coletivo: precisamos uns dos outros. E nessa percepção, nos damos conta de que há outros males que afetam a nossa sociedade de modo cruel e hediondo, como por exemplo, a violência doméstica, a privação do acesso ao saneamento básico, fator que contribui para a disseminação de muitas doenças, e outros. O coronavírus é um mal de nossos tempos, mas não é o único. A dor mais uma vez nos sensibilizou para a solidariedade e para uma possível defesa coletiva de outros males. A cruz abre horizontes de esperança, não representa somente a morte. Unidade e união ecumênica pela vida é sinal de cuidado.


O que dizer de Dois Irmãos, que completa 61 anos?
Pastora Cláudia
– Parabenizo a todas as pessoas que exercem a sua cidadania e que se empenham para que a vida digna seja a experiência de todas pessoas que vivem nesta cidade.  A emancipação é o ato de tornar livre e independente um município, e isso implica comprometimento dos munícipes para assegurar a cidadania e a independência. Gratidão a Deus pela natureza exuberante e pelas pessoas que desejam fazer deste lugar, um lugar para se viver.  


*


Entrega o teu caminho ao Senhor
Pastor Oscar Zimmermann – Comunidade Luterana (IELB)


Qual a reflexão que se deve fazer neste ano de 2020?
Pastor Oscar
– Estimados amigos! Como estamos vivendo um ano atípico, devido a pandemia que nos aflige e aflige a humanidade toda, nossa reflexão quase que automaticamente se volta a algumas perguntas. Perguntas estas que podem, ou não, ter repostas. A primeira pergunta que as pessoas começaram a se fazer diante dessa realidade é: Por que dessa pandemia? Segunda pergunta: Não poderia Deus ter evitada a atual situação? E em terceiro lugar: Até quando teremos que sofrer essa angústia que parece não acabar?
Bem, a meu ver o porquê que geralmente se costuma fazer diante de uma tragédia, ou catástrofe, melhor seria nos perguntarmos, por exemplo: Para que essa pandemia? Qual é a finalidade de isso acontecer de forma tão devastadora e assustadora? Quando Deus permite acontecer algo como o momento atual, certamente, é porque ele tem os seus propósitos divinos. Jamais deveríamos pensar que Deus tem abandonado a humanidade. Em sua carta aos romanos, o apóstolo Paulo argumenta que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). “TODAS AS COISAS”. Então, mesmo não compreendendo perfeitamente esse propósito divino, sabemos que logo mais adiante iremos testemunhar que isso faz sentido. E é o próprio apóstolo Paulo quem traz fundamentação a esse seu argumento, que não é um argumento simplista como muitos possam imaginar. Ele diz: “Aquele que não poupou seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou, será que não nos dará com ele todas as coisas?” (Rm 8.32). Claro, Deus poderia ter evitado essa pandemia, mas sempre é bom lembrar que em todas as coisas que acontecem no mundo, e pelo mundo, é consequência da queda do homem em pecado, ou seja, da desobediência do ser humano à Lei de Deus. Por outro lado, não há dúvidas de que Deus quer nos fazer ver de que Ele continua no comando para nos trazer a reflexão dos nossos próprio erros e para nos voltarmos a ele com fé e confiança de que, depois da tempestade, virão a bonança, virão os bons ventos repletos de bênçãos sobre bênçãos. Até quando irá perdurar esse momento de aflição? Até o limite exato que Deus o permitir, nem um minuto a mais. E a fim de não desesperarmos nesta espera, que nos parece interminável, justamente precisamos entregar-nos nas mãos e aos cuidados de nosso Criador, lembrando sua promessa: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” – (Salmo 37.5).


O que dizer de Dois Irmãos, que completa 61 anos?
Pastor Oscar
– Celebrar um aniversário sempre é gratificante. E o celebrar uma emancipação política, mesmo sendo de origem diferente que um aniversário de nascimento, nos remete a refletirmos que em termos de caminhada e sucesso, ou insucesso, é semelhante. Vejo a cada novo ano de vida da gente como uma maravilhosa dádiva de Deus. E poder lançar um olhar para o passado, como por exemplo, para o início da caminhada de nossa Dois Irmãos, que a bem da verdade já tem bem mais que 61 anos. Aliás, esse é, igualmente, um presente que se reconhece como algo a ser celebrado, mesmo em meio a pandemia. Um povo precisa recordar das suas lutas, seus desafios, sua história, recente e longínqua para poder continuar a sonhar com dias melhores, sempre com a presença daquele que sempre nos abençoou. Houve dificuldades, mas elas foram superadas com determinação, amor e trabalho. Assim deverá ser o nosso olhar para o futuro desconhecido dos dias que virão. E, se forem na perspectiva de confiar na providência divina, então, tudo estará bem encaminhado e dentro dos eixos, exatamente como nosso Senhor o desejaria.


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