Decreto do governador não enfrentado pela prefeita e seu vice poderá quebrar restaurantes de Dois Irmãos

13/05/2020
Por Alan Caldas – Editor

Por Alan Caldas – Editor

Não faz sentido. O governador do Rio Grande do Sul não segue o decreto do presidente da República. O Presidente manda fazer, ele não faz, e nada acontece. É o conflito de Federação, uma brecha jurídica que diz que um ente federado não precisa necessariamente seguir o Decreto de outro ente federado. O STF decidiu isso. E isso a princípio serve para todos os entes federados. 
Em Dois Irmãos, porém, esse quesito jurídico nem é levantado como possibilidade. A prefeita Tânia e seu vice Jerri, alheios ao que dizem as ruas, seguem o governador sem questionar. Nem argumentam. Ele decreta lá, os dois seguem aqui. E fim. 
Foi assim que em reunião com os proprietários de restaurante na manhã de hoje, a administração Tânia e Jerri informou que a partir de sexta-feira eles novamente não poderão mais servir buffet. Agora, só prato feito. O setor, que já vinha espremido com a perda de clientela e custos operacionais alto, entra outra vez em desespero. 


O QUE DIZEM OS RESTAURANTES


Cláudio Kasper 
– Não se define nada. Está tudo escuro. Vão deixar até sexta, disseram, com buffet. E vão “aguardar” para ver se o governador libera. Estamos sem ação. É uma indefinição total. O setor de alimentos está de mãos atadas. E a perigo de quebrar. Ninguém mais sabe como vai fazer para sobreviver, porque os custos são altos e sem faturamento, como fazer? (Restaurante Santa Cecília)


Rafaeli Alles 
– Nada definido. Continua por enquanto o buffet, mas até sexta. Depois, não mais. Quem estava complicado, vai ficar mais. Nós vamos tentar com prato pronto, mas o pessoal não vai gostar, porque todo mundo quer buffet. Administrativamente é gravíssimo. Está cada vez pior para o setor. (Restaurante Bierplatz)


Marcelino Vier 
– Vamos com o buffet até sexta. E é no risco. Se alguém denunciar, só tem aviso, “vão fechar o olho”. Depois de sexta, sem buffet. Fica inviável. Como vamos entrar na cozinha e fazer um prato e servir o cidadão? Talvez tenhamos de limitar a variedade e botar cardápio na mesa. Mas isso é aqui. Já nos refeitórios de fábrica pode. Qual a diferença? Dá vontade de largar tudo. Não sei o que fazer. Estou pensando em fechar tudo. Uma lancheria é diferente, tem a família trabalhando, na maioria das vezes. Aqui a despesa é muito grande. Estamos com dívidas em aberto. Dá até vergonha de sair para a rua. Estou pensando em fechar tudo. (Restaurante Atiradores)


Daiana Birk 
– Está desesperador. Não sei se fecho, se programo ala minuta, se faço prato feito. Não esperava por essa. Todo mundo estava se cuidando. Botamos tudo que precisava. Investimos um dinheiro que nem podíamos e agora eles mandam fechar as portas. Fizemos tudo que foi exigido e de novo mandam fechar. Quando é que vão começar a brigar por nós? Disseram que “estão se reunindo”. É desesperador. Olha, o pessoal não vai aguentar. Já está em crise e vai piorar para o setor. Não sei o que fazer, sinceramente. Parecem não se importar. (Confraria Chopp & Grill)


Adriano Lenhardt 
– Estão vendo como vai ficar. Disseram que estão esperando outro decreto do governador. A princípio podemos ter buffet até sexta. Nós aqui temos contrato com empresas, e aí talvez possamos fazer em local separado o atendimento com buffet, mas ainda não está certo, ficaram de “estudar” isso e nos avisar. No decreto diz que empresa pode ter buffet. Não tem mais o que esperar. E o pior é que vai se fechar o buffet sem previsão de voltar. Não dá nem para se programar para semana que vem, mês que vem, nada. Não tem data de volta. Não tem programação possível. Já estava fraco. (Restaurante Rock’s)


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