Trabalhando há 30 anos com chás, dona Edi busca novo espaço para o relógio do corpo humano

13/07/2020
Após o cultivo e a colheita, Edi prepara os saquinhos com chás, que são etiquetados e distribuídos à comunidade. Nas etiquetas, há explicações sobre a planta e para o que ela contribui

Após o cultivo e a colheita, Edi prepara os saquinhos com chás, que são etiquetados e distribuídos à comunidade. Nas etiquetas, há explicações sobre a planta e para o que ela contribui

No início dos anos 2000, em uma iniciativa conjunta, Pastoral da Saúde, Emater, Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares e Conselho de Saúde criaram o primeiro Relógio do Corpo Humano em Dois Irmãos, nos fundos da Igreja Católica. Desenvolvido a partir de pesquisas que uniam conhecimentos da medicina oriental e ocidental, foi implantado para ajudar as pessoas a entenderem o funcionamento do corpo humano e os benefícios de plantas medicinais na prevenção de doenças. 
De lá para cá, de acordo com Edi Kafër Gomes, de 80 anos, que é integrante da Pastoral da Saúde desde aquela época e trabalha há 30 anos com chás, o relógio mudou de lugar pelo menos três vezes, em razão de obras, e atualmente não existe mais, pelo menos no formato original. 
Atualmente, segundo Edi, há aproximadamente 400 mudas plantadas em canteiros do Horto Municipal, que fica na localidade da Picada Verão, porém a distância da área central dificulta o cultivo, uma vez que dona Edi não dirige e o espaço está longe do alcance da comunidade e visitantes. “O que eu mais quero é um terreno no Centro e uma casa para fazer uma escola de fitoterapia, onde teria a colaboração das faculdades para chamar os jovens para fazer cursos de graça e também ajudar os desempregados a diminuir a depressão. Nós já temos testemunhos de mulheres que depois que começaram a trabalhar na Pastoral da Saúde deixaram de tomar medicamentos para depressão”, conta Edi, na esperança de que alguém doe ou ceda uma área de terra onde possa ser construído um novo relógio.
De acordo com Edi, o principal objetivo é realmente facilitar o acesso das pessoas ao local. “Anos atrás recebíamos muitas visitas, de escolas, grupos de idosos; todos elogiavam, tanto que servimos de referência para várias outras cidades”, conta ela, na expectativa de retomar esta proximidade, incentivar as pessoas a conhecerem os métodos e a aprofundarem os conhecimentos sobre as plantas medicinais. “O povo está pedindo de volta o relógio do corpo humano, que tivemos que desfazer pela quarta vez. Espero muito encontrar um lugar no Centro e começar a ensinar tudo sobre chás”, completa ela, que conta com a ajuda de Roque Mombach, da prefeitura, principalmente na distribuição das mudas aos postos de saúde.


SOBRE O RELÓGIO
O Relógio do Corpo Humano funciona da seguinte maneira: cada duas horas do dia correspondem a um pedaço do corpo humano. Por exemplo, das 7h às 9h é o horário correspondente ao estômago, então neste intervalo serão cultivadas plantas que contribuem para problemas com este órgão, como o manjericão. Segundo Edi, o relógio indica os horários de maior atividade de cada órgão. 


 “O povo está pedindo de volta o relógio do corpo humano”, diz Edi


Um dos relógios do corpo humano que existia nos fundos do Hospital São José​

 


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