Vaticano reconhece segundo milagre de Irmã Dulce, que será proclamada santa

14/05/2019
Fonte: GaúchaZH

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O papa Francisco reconheceu nesta segunda-feira (13) um segundo milagre atribuído à Irmã Dulce, conhecida como “O anjo bom da Bahia”, também lembrada pelas obras de caridade e pela assistência aos mais pobres e necessitados. Conforme informou nesta terça-feira (14) o site Vatican News, canal oficial de notícias do Vaticano, Irmã Dulce será proclamada santa. “Com o Decreto autorizado pelo Santo Padre reconhecendo o milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce, a Beata será proximamente proclamada Santa em solene celebração de canonizações”, informa a nota postada no site.
Ainda de acordo com a publicação, o papa Francisco recebeu, em audiência na segunda, o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação das Causas dos Santos, que autorizou o Dicastério vaticano a promulgar o decreto. Três graças alcançadas por devotos, após realizarem orações pedindo ajuda de Irmã Dulce, estavam em análise pelo Vaticano, com vista no processo de canonização da religiosa. Esses três casos foram mandados ao Vaticano pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) em 2014, após avaliação de profissionais da própria instituição. O segundo milagre, que foi reconhecido agora, no entanto, ainda não foi divulgado. Já o primeiro milagre de Irmã Dulce foi reconhecido em 2001, nove anos após sua morte, quando Cláudia Cristiane dos Santos relatou ter tido uma hemorragia após o parto e ser curada depois de o padre José Almi de Menezes rogar à freira baiana. Depois da beatificação, a OSID informou que recebeu milhares de relatos de pessoas que afirmaram ter obtido graças por meio do “O anjo bom da Bahia”. 
Entre os decretos promulgados, há também outro brasileiro a receber destaque. Salvador Pinzetta, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, foi reconhecido como venerável “por suas virtudes heroicas”.  Ele nasceu em Casca, no Rio Grande do Sul, em 1911 e morreu em 1972, em Flores da Cunha. 


Trajetória de irmã Dulce
Nascida em 1914, em Salvador, Irmã Dulce foi membro da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Teve uma trajetória de fé e obstinação na qual enfrentou as rígidas regras de enclausuramento da Igreja Católica para prestar assistência a comunidades pobres da capital baiana, trabalho que realizou até a morte, em 1992. 
Foi responsável pela criação das Obras Sociais Irmã Dulce, um dos maiores complexos de saúde com serviço gratuito do Brasil, que atualmente faz, em média, 3,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano.


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