Afetado por estiagem e pandemia, agricultor não deixou de produzir

14/09/2020
Pedro Joãozinho Becker, presidente do sindicato

Pedro Joãozinho Becker, presidente do sindicato

A pandemia da Covid-19 também afetou os agricultores, obrigando-os a buscar novas alternativas de comercialização de seus produtos. No entanto, os maiores prejuízos deste ano foram provocados pela estiagem. A pior seca em décadas assustou os produtores, fazendo sumir a água de açudes e matando plantações. O abastecimento para consumo também ficou comprometido. 
Na avaliação de Pedro Joãozinho Becker, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Dois Irmãos, o momento difícil evidenciou mais uma vez a força do setor. “A estiagem e a pandemia são fatores que marcam o ano de 2020 até o momento; mesmo assim, vejo muito luta por parte do nosso agricultor. Em nenhum momento ele deixou de produzir, mesmo que o olhar do governo federal não nos tenha sido favorável. De modo geral, o setor do agronegócio está em crescimento”, comenta. “Por não haver eventos como a Fest Feira e a Expointer, o que restou ao agricultor foi a divulgação pelas redes sociais, o que está dando muito certo”, acrescenta Pedro Joãozinho.
A agricultura está na essência do povo dois-irmonense, desde a imigração nos anos 1800. Foi durante muito tempo o principal pilar da economia local. “Os 61 anos de emancipação representam uma data muito especial. Temos um grande orgulho de fazer parte desta história, pois nosso setor foi praticamente pioneiro”, afirma o presidente do sindicato.


Agricultura familiar é desenvolvida em 25% da área rural no RS
Dados do Censo Agropecuário 2017, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que naquele ano o Brasil apresentava pouco mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários. O Rio Grande do Sul contava com 365.094 unidades dentro dessa característica – ficando em quarto lugar no país, atrás de Bahia, Minas Gerais e Ceará.
Conforme os critérios do IBGE, no RS, 294 mil estabelecimentos (80,5%) foram classificados como de agricultura familiar, detendo 25,3% das áreas. O censo transforma em números a importância da agricultura familiar do Estado. O uso das terras ficou em 41% para lavoura e 32% para pastagens. Os homens (61,9%) predominam no trabalho familiar. Entre os trabalhadores familiares, 28,45% têm entre 55 e 65 anos; 23,87% estão entre 34 e 45%; 6,43% têm entre 25 e 35 anos e com menos de 25 anos, somente 1,24% dos trabalhadores. Dois Irmãos, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares, tem cerca de 150 famílias vivendo da agricultura.


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