Obras sobre inclusão são levadas para salas de aula na escola Primavera

15/08/2019
Turma do 4º ano, com professoras e convidados

Turma do 4º ano, com professoras e convidados

Pioneira no município, a escola municipal Primavera realiza no dia 28 de agosto mais uma edição do projeto “Dia do Escritor na Escola”. A atividade existe desde 2012 e promove o encontro entre alunos e autores de obras literárias, anteriormente trabalhadas em sala de aula. De acordo com a diretora Estefânia da Silva Goulart, o objetivo é incentivar a leitura. “Os alunos gostam muito e aguardam, ansiosos, o dia de conhecer os escritores”, completou.
Neste ano, obras de dois autores circulam pelas salas de aula. As turmas do NA ao 4º ano estão trabalhando obras da autora Pâmela Pschichholz e os estudantes do 5º ao 9º ano vem realizando tarefas a partir dos livros de Antônio Schimeneck. As atividades iniciaram há cerca de um mês e são aplicadas de acordo com o planejamento de cada professor. 
Formada por 24 alunos, a turma do 4º ano da professora Cristiane Bitsch escolheu a obra O menino que não via amigos. Ela conta a história de Beto, um menino novo na rua, que aprende com seu vizinho com deficiência visual uma nova forma de ver amigos. Empatia, respeito à diversidade e humanidade são alguns dos valores fomentados pela história. O livro, que foi adquirido pelos alunos, vem com recursos de acessibilidade: para leitura em braile e audiodescrição.
Buscando aproximar as crianças da realidade de pessoas com deficiência visual, a professora Cristiane propôs atividades, entre elas, desenhar e praticar atividade física com os olhos vendados e identificar cores, por exemplo. “O objetivo é fazer com que eles sintam como é o dia a dia de um deficiente visual na escola”, disse ela, ressaltando o interesse e envolvimento da turma ao longo das ações. “Eles ficaram impressionados ao perceber que estas pessoas podem, sim, levar uma vida normal”, completou.
Já na manhã desta quinta-feira, dia 15, a turma teve um bate-papo com Dorival Ellwanger e Douglas Martins, deficientes visuais que moram na cidade. Dorival atua na educação e adapta materiais para pessoas com a mesma deficiência. Ele compartilhou situações do dia a dia e alguns materiais adaptados para cegos, enquanto Douglas falou sobre diversão, demonstrando as suas habilidades em modalidades como Xadrez e Jiu-Jitsu. 
Todas as obras de Pâmela abordam o tema inclusão. Segundo Estefânia, a escolha da autora foi muito elogiada também pelas famílias dos alunos. “Nós, enquanto educadores, queremos promover o respeito, e essa atividade vem de encontro a isso”, disse ela, reforçando a necessidade de abordar o assunto desde cedo.  


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