“É estranho entrar nas salas e vê-las vazias”, afirma diretora da FADI

17/09/2020
Cassia Schmitz Maldaner

Cassia Schmitz Maldaner

Atendendo a mais de mil crianças nas nove unidades educativas (0 a 4 anos) e no Turno Inverso (5 a 11 anos), a Fundação Assistencial de Dois Irmãos (FADI) finalizava a organização de 2020, quando foi surpreendida pela pandemia. “Estávamos começando a manutenção e criação de vínculo com muitas crianças, reorganizando turmas”, diz a diretora Cassia Schmitz Maldaner, contando que, até o último momento, acreditou que as atividades presenciais não seriam suspensas. “Achei que a Educação Infantil não iria parar, justamente por saber dos desafios que isso representava para as famílias”, completa.
Inicialmente, o desafio da FADI foi acalmar os pais, que, além da preocupação sobre onde deixar os filhos, estavam apreensivos com a crise econômica gerada pela pandemia. A maioria deles atua na indústria calçadista, justamente o setor mais afetado na cidade, com quase 2 mil demissões nos primeiros sete meses de 2020. “Percebíamos a dificuldade de algumas famílias em arcar com as mensalidades, e ao mesmo tempo os desafios financeiros da própria entidade. Buscamos alternativas e conseguimos ajudar, suspendendo os boletos. Foi a maneira que encontramos de estender a mão. Não sei até quando vamos poder fazer isso, pois não sabemos até onde vai”, pondera a diretora.
Sobre os métodos de trabalho, as equipes passaram por transformações. “Aprendemos a trabalhar diferente; temos um novo emprego. É um período para se reencontrar e descobrir novas habilidades”, diz Cassia, destacando o trabalho realizado pela FADI, seja ao preparar tarefas que serão retiradas nas unidades, seja compartilhando ações nas redes sociais da fundação. Assim como educadores, profissionais da psicologia, nutrição e coordenação também estão conversando com as famílias, trocando informações e buscando identificar demandas. “O que se ganhou nesta pandemia foi justamente o contato com os pais. Hoje temos falas e retornos incríveis”, destaca Cassia.
Com os espaços vazios, a FADI está fazendo a manutenção dos espaços, adequando-os para a volta das crianças. “Também investimos em brinquedos, materiais não estruturados. Estaremos prontos para a volta e cheios de novidades”, diz Cassia, na esperança de que em breve a alegria das crianças dê vida às unidades. “É estranho entrar nas salas e vê-las vazias. Não conseguimos viver sem as crianças lá dentro; somos motivados por elas”, finaliza. 

 


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