“O que nos move é o amor pelo Rio Grande”, diz Amarelo

19/09/2019
Cesar Barbosa, popular Amarelo

Cesar Barbosa, popular Amarelo

O editor do Jornal Dois Irmãos, Alan Caldas, entrevistou na última semana Cesar Barbosa, o Amarelo. Ele faz parte da Guarda de Honra da 30ª Região Tradicionalista, que trouxe a centelha da Chama Crioula de Tenente Portela a Sapiranga. Em um bate-papo descontraído, Amarelo deu detalhes da empreitada. Boa leitura!


Quantos quilômetros já cavalgou?
Cesar Barbosa (Amarelo)
– Estou tendo a marca de 10 mil quilômetros, perante a Ordem dos Cavaleiros.


Quando começou a cavalgar?
Amarelo
– Como cavaleiro que conduz a Chama, comecei em 2012, sendo que a nossa 30ª Região Tradicionalista começou em 2009. Mas, desde 1998 eu já fazia cavalgadas na Serra e em todas as cavalgadas que existiam aqui na volta eu estava envolvido. A primeira mesmo foi uma cavalgada na Serra, e de lá não parei. É uma cachaça.


Qual é o grande atrativo da cavalgada?
Amarelo
– Olha, Alan, toda a tradição nativista é bonita, o laço, as domas, a vida campeira. Mas a cavalgada é uma coisa de total integração familiar. Cavalgar é uma coisa que faz o pai com o filho, o avô com o neto. Cavalga tio, tia, avó. Vem toda a família junto, e isso é um ambiente espetacular de convívio familiar. É uma aglomeração de amizades.


Essa cavalgada para Tenente Portela, buscando a centelha da Chama Crioula, quantos quilômetros foram?
Amarelo
– Nessa fizemos 590 quilômetros. E até que foi calma. Teve uma, a do Chuí, que aquela sim foi muito sofrida, porque em 23 dias de cavalgada foram 16 dias de chuva no lombo.


Como vocês se protegem?
Amarelo
– Usamos uma capa que impede a chuva no corpo. E usamos o chapéu, para livrar a cabeça. Mas dependendo de onde vem a chuva, se leva laçaços no rosto o tempo todo. É bem judiado.


Essa capa é a famosa capa dos “homens de preto”, aquela que deu origem a famosa música nativista?
Amarelo
– Essa mesmo. Mas o mundo evoluiu em todos os setores. Aquelas capas pretas enormes que antigamente o teu avô Deolindo usava para tropear era uma capa de lã grossa e pesadíssima. Hoje tem esses tecidos modernos, tecidos que são o mesmo usado para fazer paraquedas e que deixa a capa mais leve e que não passa água de jeito nenhum. 


Sob o ponto de vista prático, para se fazer cavalgadas o que é preciso?
Amarelo
– Primeiro de tudo, um bom cavalo.  E um cavalo bom hoje custa entre 5 e 6 mil reais.


Tem uma raça mais recomendada?
Amarelo
– Existem muitas. Mas atualmente os cavaleiros estão preferindo o cavalo manga-larga.


Largaram mão do cavalo crioulo?
Amarelo
– O crioulo é melhor para a lida de campo. Para correr uma vaca e derrubar é perfeito. Mas para fazer 500 quilômetros como a gente faz, tem de ser manga-larga. O trote do manga-larga é outro, mais leve, mais sofisticado, mais macio, e a velocidade é outra. Somando o cômodo do cavalgar com a velocidade, chegou-se a conclusão de que o manga-larga é muito melhor para cavalgadas de tiro longo.


O manga-larga tem a mesma resistência do crioulo?
Amarelo
– Sim. Ele é muito resistente. Posso te dizer que, dos cavaleiros, quem tem crioulo é a última vez que está tendo. Vai todo mundo se bandear para o manga-larga. 


E tem diferença no ritmo de cavalgar do crioulo para o manga-larga?
Amarelo
– Tem muita diferença. O manga-larga faz 8 quilômetros por hora, no andar normal dele, e se você não segurar um pouco ele faz até mais. Já o cavalo crioulo, mesmo no trote ele faz 6 quilômetros. É muita diferença para quem faz cavalgadas longas.


*


IPVA DO CAVALO

Quem tem cavalo, precisa o que mais?
Amarelo
– Tem de ter os arreios, o bacheiro, a cela, freio e tem peiteira e outras coisas para deixar ele a preceito. Se fizer as contas, dá para dizer que para encilhar bem um cavalo você vai gastar em torno de 2 mil reais.


E quanto custa para manter?
Amarelo
– Essa é outra história. Tem de ter uma cabanha para o animal ficar, e uma cabanha vai custar por mês em torno de 300 reais. Além disso, tem de ferrar o cavalo, e isso ocorre mais ou menos de dois em dois meses e lá se vão mais 100 reais em cada vez que ferra o animal. Tem de fazer também as vacinas, e alguns exames obrigatórios que a inspetoria veterinária exige. O custo do animal é alto, e tem de rezar para ele não ficar doente. Um amigo nosso, o Gilmar, teve um problema com o cavalo dele, oriundo da comida, e ele teve de operar o cavalo em Porto Alegre. Gastou 8 mil reais e o cavalo ainda morreu. No dia a dia, tirando o preço do cavalo em si, a pessoa vai gastar perto de 5 a 6 mil reais/ano.


Dá para dizer que é o IPVA do cavalo?
Amarelo
– (risos) Exatamente. Esses 5 ou 6 mil por ano são o IPVA do cavalo.


Quem diria que Dois Irmãos iria ter cabanhas, hein Amarelo?
Amarelo
– Se falasse isso 30 anos atrás, ninguém acreditaria. E hoje o Vale Direito tem quatro cabanhas, no Vila Rosa tem duas, no São João tem uma, lá no alto da rua Campo Bom tem outra. E admiradores do movimento tradicionalista gaúcho são milhares. E também quem iria dizer que Dois Irmãos iria ter quatro CTGs? E hoje temos o DTG da Herval, a ACTG Portal da Serra, o ACT Os Taura, o CTG Liberdade Gaúcha e vários Piquetes, todos bem organizados. E todos ‘gente do bem’.


O cavalo e o cavaleiro se entendem?
Amarelo
– Sem dúvida. É um baita parceiro. Eu vou ver o meu cavalo todos os dias.


Ele reconhece você? 
Amarelo
– Ele me reconhece, sem dúvidas. Eu chego na cocheira e ele já remexe a cabeça e vem para o meu lado.


E como ele demonstra o afeto?
Amarelo
– Ele vem para o meu lado, encosta a cabeça no meu braço, fica como que acariciando, coçando a cabeça no braço. O cavalo reconhece o dono, tem uma simpatia pelo dono. É incrível. Ele é um amigão. 


Cachorro e gato chegam a ter depressão se não enxergam o dono. E o cavalo?
Amarelo
– É a mesma coisa. Tu ficas por um tempo longe, e quando ele te vê é como se o animal renascesse. Ele é um bicho de estimação. E nessas cavalgadas eles fazem 35 quilômetros por dia conosco, não tem como não criar uma empatia entre cavalo e cavaleiro.


Na cavalgada em busca da centelha, vocês tiveram problema com morcegos?
Amarelo
– É isso aí. A cavalgada foi judiada, porque são muitos dias, com sol, com chuva, com vento. Mas esse problema de morcegos atacarem os animais foi o mais preocupante, mesmo. Eles atacaram os cavalos e tivemos de cuidar deles com mais atenção. Foi a primeira vez que tivemos isso.


*

GRUPO DA CHAMA

Sobre o grupo que busca a centelha da Chama, como é escolhido?
Amarelo
– Isso é feito pela organização da Região Tradicionalista. Para fazer parte do grupo não é bem assim, tipo chega, se oferece e está dentro. Tem todo um ritual. É feita uma sabatina, para saber se a pessoa tem condições de ir realmente. É que são 20 dias de convívio e quem vai tem de aceitar regras rígidas. Temos hora de levantar, tem dia para lavar a louça, tem dia de fazer comida, precisa respeitar horários e as ordens do capataz. É como se fosse no exército. Tem muita ordem no grupo de cavaleiros, e a pessoa precisa estar preparada para atender e respeitar tudo isso. Cada um faz suas tarefas, tem o que cuida dos cavalos, o que trata os animais. Cada um tem de dar água para o seu cavalo. São muitas regras, e quem não aceita não pode fazer parte do grupo.


Quem escolhe o capataz?
Amarelo
– O próprio grupo. Depois que está selecionado o grupo de cavaleiros, eles mesmo se conversam e perguntam quem já foi e quem não foi capataz, e assim se escolhe o Capataz da Cavalgada. Este ano foi o Nadir.


E qual a função dele?
Amarelo
– Ele pega o trajeto, por exemplo, vê os mapas direitinho, estuda e informa dia a dia: “amanhã nos vamos sair tal hora”. Ele também distribui as tarefas entre o grupo. Ele vê a logística das paradas para água, para lanche e para pouso. Ele diz “acordamos às 3 da manhã, às 3 e meia tem café, às 4 encilhamos os cavalos, 4 e meia saímos”. Ele administra a cavalgada. Ele comanda. Diz a saída e as paradas. Ele avisa os locais onde estarão os almoços e que lá estarão os cavaleiros a tal hora. 


Sobre alimentação, o que comem de café da manhã?
Amarelo
– Levantamos antes da 4 da manhã, normalmente. E aí, gaúchos que somos, tomamos umas duas ou três cuias de chimarrão e logo vem o café, com ovo frito, pão, linguiça cozida, feijão mexido, cebola, café. Comida forte, porque a pegada é longa. Cada um lava sua louça, guarda, encilha os cavalos. O cozinheiro vem e recolhe tudo e no máximo 5 da manhã montamos e começamos a andar.


E se estiver chovendo?
Amarelo
– Não interessa. Às 5 da manhã saímos na cavalgada, pode estar o tempo que estiver. E tocamos até uma da tarde. Fazemos umas duas paradas para dar água para os cavalos e dar uma espichada nas pernas.


Vocês tocam direto e sempre pela manhã? Nunca vão de tarde?
Amarelo
– Andamos pela manhã porque os cavalos sofrem mais na parte da tarde, quando tem sol forte. Em vista disso, se acorda bem cedo e se faz um tiro longo, das 5 até a 13h. Então paramos para descansar e é nesse local que tomamos banho, que jantamos e pousamos.  


E como é a recepção?
Amarelo
– É espetacular. Tem gente que vem a cavalo, alguns quilômetros antes, nos recepcionar. Eles se apresentam para o Capataz e pedem licença para se integrar ao grupo, até o destino final daquele dia. O capataz autoriza e vamos todos juntos até a localidade. Se o capataz disser não pode, não pode. Ele comanda a tropa.




*

PREPARAÇÃO

Como o cavaleiro se prepara?
Amarelo
– Temos o cavalo e a ração dos animais, os trens de cama, os medicamentos, a água, tudo isso vai num reboque que segue junto, dando suporte para a cavalgada.


Vocês levam medicamentos?
Amarelo
– Sim, porque não só os cavaleiros podem ter problemas musculares como os cavalos também podem ter. Dependendo do trajeto, o cavalo sente muito. Às vezes o cavalo não está bem preparado. Eu preparei bem o meu, este ano, fiz uma cavalgada antes e ele já estava acostumado. Mas se o animal não está preparado, ele sente a cavalgada e precisa tomar uma injeção para relaxar a musculatura. E se vê logo se o cavalo está mal, porque ele fica parado, não come, e ao ver isso já logo se trata ele.


Durante a cavalgada, vocês vão comendo alguma coisa?
Amarelo
– Sempre se leva umas bolachas, laranjas, bananas e maçãs para ir se entretendo. 


E vocês não dão umas caminhadas pelo trajeto?
Amarelo
– Damos. Cavalga-se duas horas, por exemplo, e aí se desce e se anda uns 10 ou 15 minutos puxando o cavalo pelo cabresto, para facilitar a circulação sanguínea e dar uma relaxada na musculatura. Com duas horas e já tendo acumulado tantas horas andando, pode começar a dar cãibra, e aí essa caminhada facilita muito a vida do cavaleiro.


O cavalo perde ferradura nessas cavalgadas?
Amarelo
– Perde. Nós tivemos de parar várias vezes para ferrar os animais, nessa última cavalgada. Fica sempre uns cuidando dos outros, e quando se vê que a ferradura de algum cavalo está caindo, já se avisa e se para a fim de trocar.


Das 5 da manhã até as 13h vocês andam quantos quilômetros?
Amarelo
– Entre 35 e 40 quilômetros, com duas pequenas paradas pelo meio. E não é bolinho. Quando chegamos no CTG em que vamos parar, imediatamente desencilhamos os cavalos e largamos eles para beber água, comer e descansar. Aí vamos comer.


É melhor cavalgar no sol ou na chuva?
Amarelo
– Esse é um mistério. O sol cansa muito os animais e o próprio cavaleiro. Quando está sem sol escaldante ou mesmo quando está chovendo, fica até melhor para cavalgar. O animal sofre muito no tempo quente.


E a água para o animal?
Amarelo
– É um problema. Ali de Tenente Portela até Passo Fundo, onde tem terra vermelha, não havia água. Nós levamos sempre água, e de hora em hora damos um balde de água para os cavalos. Mas se passamos por uma casa que tenha açude, pedimos licença e damos de beber aos animais.


O pessoal recebe bem vocês?
Amarelo
– Muito bem. Ficam alegres. Querem tirar fotos conosco e com a Chama Crioula. É uma alegria.


Onde vocês param para pousar, o pessoal dos CTGs quer fazer festa?
Amarelo
– Sem dúvida. Sempre que se chega já tem o picadinho, salame, queijo, aí vem churrasco, vaca atolada, carreteiro. Come-se pouco, na verdade. A gente acaba emagrecendo, pois está cansado demais para comer.


E tem vezes que vocês não querem festa, mas a turma da recepção quer alegrar vocês?
Amarelo
– Tem. Sempre tem música. Gaiteiros, cantores. Em Tamandaré do Sul tem o maior encontro de gaiteiros do Rio Grande do Sul, e quando chegamos lá tinha 10 gaiteiros esperando nós. Eles querem fazer festa, mas nós estamos cansados e no dia seguinte vamos sair às 4 da manhã. Não queremos fazer feio. Temos de fazer sala. Eles querem pagar churrasco e nós loucos para descansar, mas não queremos fazer feio. Então, nomeamos um para “fazer sala” e vamos saindo de fininho, um por um, sem que o pessoal sinta. 

Que hora vocês vão dormir?
Amarelo
– Oito horas. Nove, no máximo. É que a cavalgada cansa e o pessoal sabe que “amanhã” não tem essa de dormir até mais tarde, pois às 4 da madrugada todo mundo vai estar de pé. Aí o negócio é deitar cedo. É um jantarzinho leve e cama.


Durante a cavalgada, o que vocês usam para molhar a palavra?
Amarelo
– Pinga. Cachaça, mesmo. E cada um tem a sua, uns com butiá, outros com mel, outros pura. Cada um leva uma garrafinha. Em dias de chuva, esfria muito e lá pelas tantas cada um dá um golezinho na cachaça que é para esquentar a força de vontade.


Vocês chegam a ficar doentes?
Amarelo
– Ficamos, sim. Teve um que pegou uma gripe forte. E tivemos o cozinheiro, que abandonou a cavalgada no meio do caminho. Aí dividimos as tarefas de culinária entre nós.


*

DIFICULDADES

O que mais atrapalha na cavalgada?
Amarelo
– A variação do clima. Tem dias que está 30 graus de tarde e de manhã cai para 2 ou 3 graus, com chuva e vento. Isso mata o cavaleiro. 


E como vocês enfrentam a variação climática?
Amarelo
– Vamos de ceroula, bombacha, bota, meia grossa, bastante roupa e um pala por cima e mais a capa preta. É que aqueles campos abertos lá de cima da serra têm um vento cortante, frio uma barbaridade, e é preciso se preparar para o tempo feio.


O animal sofre também?
Amarelo
– O cavalo se ressente mais do calor do que do frio. No frio ele vai bem. Mas no calor... Pobre animal, é sofrido.


Quando o cozinheiro sumiu e vocês cozinharam, o que o Chef Amarelo cozinhou?
Amarelo
– Fiz dois ensopados de peixe...


Ensopado de peixe???!!! Mas xiru come peixe?
Amarelo
– É que o pessoal me disse: Amarelo, precisamos “limpar” o corpo. E logo vi que se impunha fazer um ‘detox’ de tanto churrasco, vaca atolada e carnes. Aí preparo uma comida mais leve... Levo uns filés de peixe e de jundiá e faço um ensopadão, que é muito apreciado... (risos).


Esse pessoal que foi nessa cavalgada eram todos conhecidos?
Amarelo
– Todos. Já cavalgamos juntos faz oito anos.


Você integra outro grupo de cavalarianos no Estado?
Amarelo
– Sou vice-presidente da ORCAV, a Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul. A ORCAV é a responsável por gerar a Chama Crioula e entrar com as bandeiras do Rio Grande do Sul e do Brasil e entregar a Chama aos cavaleiros que vão lá buscar. Por essa razão, quando chegamos em Tenente Portela eu não participei com o nosso grupo no ato de pegar a Chama. Fiquei pela ORCAV, auxiliando na entrega.


Quanto se gasta nessa cavalgada?
Amarelo
– Deu em torno de 15 mil reais, entre levar o veículo de apoio, a comida, os remédios e todas essas coisas necessárias.


Esse valor vocês racham entre vocês?
Amarelo
– Não, esse valor a prefeitura de Sapiranga nos auxiliou. É que nós vamos e buscamos a Chama, então levamos até Sapiranga. Quando ela chega lá, em um dia marcado todos os municípios integrantes da 30ª RT vão até Sapiranga e recolhem uma centelha, que se torna, então, a Chama Crioula em cada uma das cidades. A prefeitura que hospeda a Chama original patrocina porque dá uma grande repercussão.


Depois de 17 dias enfrentando sol, chuva, vento e frio e percorrendo 590 quilômetros, qual a sensação?
Amarelo
– É como olhar um trabalho bem feito, Alan. Nós fazemos isso por amor à tradição, amor por aquilo que os antepassados fizeram por nós. O trajeto é longo, sim, e é difícil suportar, mas quando ele termina e nós vemos que a Semana Farroupilha começa e tantas crianças, jovens, adultos e idosos se envolvem numa vida de comunidade tradicionalista, dá uma grande alegria no peito. É isso que nos move: o amor pelo Rio Grande.


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