Onde estão as pinturas mais famosas do mundo – e quanto algumas delas custam

22/06/2020
Fonte: Casa Vogue

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Quanto custa uma obra de arte? A pergunta tem respostas muito variáveis. Tudo depende de sua importância e do contexto histórico. A Mona Lisa, por exemplo, não está à venda, mas especialistas que levaram em conta o seu seguro e a capacidade de atrair turistas para a França, estimam que ela valha cerca de US$ 2,5 bilhões. 
Outras telas nem tão famosas, mas que foram negociadas há pouco tempo contam com cifras grandiosas, mas não tão exorbitantes. É o caso da tela Nº 5, de Jackson Pollock, leiloada por US$ 140 milhões. No caso brasileiro, o Abaporu, nossa tela mais popular, foi arrematada por US$ 2,5 milhões por um colecionador argentino, que a assegura no valor atual de US$ 45 milhões, fazendo dela a pintura brasileira mais famosa – e mais cara – no mercado de arte. Veja mais a seguir.


Mona Lisa
Leonardo da Vinci começou a pintar a esposa de Francesco del Giocondo – daí a tela também ser conhecida como La Gioconda – em Florença, por volta de 1503 e só terminou anos depois, na França. O quadro mais famoso do mundo surpreende ao ser visto de perto. É uma tela pequena, com 53 cm de largura e 77 cm de altura, mas muito importante, capaz de atrair 10 milhões de visitantes por ano ao Museu do Louvre, onde ela fica exposta. Há alguns anos, especialistas em arte estimaram seu valor em US$ 2,5 bilhões.


A criação de Adão
Um alerta: o toque de vida que Deus oferece a Adão pode causar torcicolo. Isso porque a pintura de Michelângelo é um afresco no teto da Capela Sistina, a principal atração dos Museus Vaticanos que data de 1508. Aproveite o dia para visitar com calma também a Basílica de São Pedro, ali do ladinho, um dos lugares mais queridos não só pelos romanos, como por toda a Itália.


A Noite Estrelada
Após o surto que lhe custou a orelha direita, o holandês Vincent Van Gogh passou uma temporada internado em uma instituição psiquiátrica francesa. Foi a vista da janela de seu quarto que o inspirou a pintar uma das mais obras mais famosas do mundo ocidental, que pode ser visitada no MoMA, em Nova York.


As Meninas
O espanhol Diego Velázquez inovou ao se incluir em seu trabalho mais icônico. Tema de inúmeras análises históricas e semióticas sobre a rotina da corte e a evolução da pintura, a grande tela a óleo (3,18 m x 2,76 m) pode ser vista no Museu do Prado, em Madri.


O Nascimento de Vênus
Um das principais atrações de Florença, na Itália, a tela de Sandro Botticelli foi feita por encomenda, como era comum no fim do século 15. A data estimada de finalização da obra é 1486. Apesar de não haver registros detalhados, acredita-se que a família Medici – vem deles a origem do termo mecenas, que identifica grandes patrocinadores de arte – tenha feito o pedido. Isso porque há uma plantação de laranjas no quadro e a fruta era o emblema da família italiana. Para vê-la de perto, você deve visitar a Galleria Uffizi.


O Grito
A perturbadora imagem do homem que grita tendo ao fundo um píer é obra do norueguês Edvard Munch, que criou quatro versões do desenho entre 1893 e 1910 com diferentes técnicas. A principal delas, no entanto, está em processo de restauro e só deve voltar à exposição pública em 2021, como grande atração do novo Museu Nacional, em Oslo, Noruega. Uma curiosidade extra: a única versão que não está em museus noruegueses foi vendida em 2012 por US$ 199,9 milhões em um leilão da Sotheby’s.


Guernica
Toda a dor e a complexidade de uma guerra transparecem nos traços de Guernica, que Pablo Picasso vendeu para a Espanha em 1937. Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, pouco depois, Picasso decidiu que seria mais seguro se a obra de 3,49 m x 7,76 m ficasse sob a tutela do Museu de Arte Moderna de Nova York até que a democracia fosse restaurada em seu país natal. A obra voltou para Madri em 1981 e pode ser apreciada no Museu Reina Sofia.


O beijo
Dono da maior coleção de Gustav Klimt, o Museu Belvedere, em Viena, na Áustria, é a morada de O Beijo, mais famosa obra do artista. Muitas obras do austríaco foram roubadas por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, como é o caso, por exemplo, do Retrato de Adele Bloch-Bauer I, pintada em 1907, e que alcançou US$ 135 milhões em um leilão em 2006. Depois de uma longa disputa judicial com o governo austríaco, a sobrinha de Adele retomou a tela e a vendeu para a Neue Galerie, em Nova York. 


O Abaporu
A obra mais conhecida do Brasil é assinada por Tarsila do Amaral, mas ganhou sotaque argentino. Comprada pelo colecionador Eduardo Constantino em 1995 por US$ 2,5 milhões, o Abaporu passa seus dias no Malba, o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires. Foi um belo investimento: a apólice de seguro da tela cobre US$ 45 milhões, o que faz dela a obra brasileira mais valiosa no mercado de arte.


Descobrimento do Brasil
Escondida dos olhos da maioria dos brasileiros, uma das obras mais valiosas de Candido Portinari ocupa espaço nobre na sede do Banco Central do Brasil, em Brasília. O grande painel, feito entre 1954 e 1955, mede 4,93 m x 3,93 m e inspira momentos decisivos na rotina econômica do país: a pintura fica na sala de reuniões do Copom, o Comitê de Política Monetária, que decide os juros da taxa Selic. A pintura está avaliada em R$ 50 milhões. 


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