Nova geração do Volkswagen Golf é revelada na Alemanha

25/10/2019
Fonte: Auto Esporte

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A Volkswagen apresentou nesta quinta-feira (24) o novo Golf. É a oitava geração do carro, que vendeu mais de 35 milhões de unidades desde 1974. Enquanto a Alemanha receberá o modelo já em dezembro, o Brasil não foi citado entre os próximos países em que ele será lançado. Procurada pelo G1, a Volkswagen diz que não há previsão para que o novo Golf chegue ao país. Ainda para este ano, a marca lançará por aqui o híbrido esportivo GTE — mas ainda da geração antiga.
O hatch passa a ser oferecido com motorizações híbridas, a gasolina e a diesel. Entre as primeiras, haverá um sistema híbrido-leve, que combina um motor turbo a combustão e uma bateria de 48V que auxilia em situações, como nas partidas, com três opções de potência: 110, 130 ou 150 cavalos. Também serão oferecidas versões híbridas plug-in (com recarga por tomadas). A versão mais “mansa” terá 204 cavalos de potência, enquanto a esportiva GTE entregará 245 cavalos. Serão duas opções de motores de quatro cilindros a gasolina, com 90 ou 110 cavalos, duas a diesel também de quatro cilindros, com 115 ou 150 cavalos, além de uma a gás natural, com 130 cavalos. De acordo com a Volkswagen, os motores a diesel são até 17% mais econômicos e até 80% menos poluentes em óxido de nitrogênio, em relação aos anteriores.


Mudança de comportamento
Desde o lançamento da geração anterior, há 7 anos, o setor de automóveis e a Volkswagen passaram por muitas mudanças. Em 2015 explodiu o escândalo dos motores a diesel manipulados, do qual a VW ainda tenta se recuperar. Além disso, os novos parâmetros europeus para emissões de CO2 obrigam as montadoras a entrar na era dos carros elétricos, em um momento de desaceleração, motivada pelas guerras comerciais.
O Golf, o segundo grande modelo da Volkswagen depois do Fusca, foi durante décadas um “símbolo do sucesso” da montadora. Agora sua principal missão é “gerar dinheiro”, resume Stefan Bratzel, diretor do Centro de Gestão Automotor. O presidente-executivo da empresa, Herbert Diess, insiste que o futuro do grupo não dependerá dos motores de combustão e que passará por mais de 70 modelos elétricos até 2028. Mas “seria estúpido” suspender a produção do carro e abrir mão das centenas de milhares de vendas (832.000 em 2018, 13% da marca VW) que gera, afirma Ferdinand Dudenhöffer, diretor do Centro de Pesquisas Automotivas (CAR). “A ascensão do ID.3 não será tão rápida", concorda Bratzel. "É necessário que o Golf garanta grande parte do volume por mais alguns anos ou, em caso contrário, a Volkswagen terá problemas”.
Reutilizando a base técnica da geração anterior, a montadora reduziu à metade o investimento necessário para a produção, afirma Andreas Tostmann, diretor de VW. Mesmo assim, o “Golf 8” custará quase 2 bilhões de euros. “O caráter completamente conectado, com assistentes de direção inteligentes, deve garantir seu êxito”, afirma Ralf Brandstätter, diretor da marca VW. Mas o desenvolvimento do software foi mais complexo do que o esperado: a VW teve que desistir de instalar várias funções eletrônicas para respeitar os prazos. “O Golf também é simbólico pelas dificuldades da transição do grupo Volkswagen para o mundo digital”, opina Bratzel.



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