630 sapateiros já foram demitidos no “efeito colateral” do coronavírus

26/03/2020
Por Alan Caldas – Editor

Por Alan Caldas – Editor

O número assusta. Segundo informações do Sindicato dos Sapateiros, em torno de 5 mil pessoas trabalham em fábricas e atelieres de sapato em Dois Irmãos e Morro Reuter. E, da semana passada até hoje (26), 630 trabalhadores da área calçadista de Dois Irmãos foram demitidos. 


Veja os números:
Na Usaflex, foram 230 demissões.
Na Calçados da Serra (V.M.), foram 200.
Outros 200, que estavam em “contrato de experiência” também foram demitidos em várias empresas e atelieres de Dois Irmãos.


Na Usaflex:
Ontem à tarde, o diretor Romeo Schneider e o presidente Luis Eduardo Schneider, do Sindicato dos Sapateiros, estiveram na empresa. Conferiram e homologaram as rescisões, calcularam o FGTS e a multa que cada trabalhador vai receber. Deixaram, segundo Romeo, um bilhete para que o demitido saiba como proceder em relação ao seguro-desemprego, porque a Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social (FGTAS) está fora do ar, assim como as agências individuais do SINE, e o trabalhador precisará baixar no celular a Carteira Digital e agendar o pedido de seguro-desemprego por ali. 
Hoje, quinta-feira, 26, os trabalhadores foram na Usaflex (foto acima) assinar a rescisão e pegar a chave do FGTS, que está programado para ser pago no dia 1º de abril, na Caixa Econômica Federal.


Na Calçados da Serra:
Os 200 trabalhadores da empresa Calçados da Serra não receberam seus direitos porque, segundo Romeo, a empresa vai pedir na Justiça do Trabalho um parcelamento do pagamento. Haverá nesta sexta-feira (27) um encontro entre sindicato e empresa, para ver a proposta de pagamento. 
Já se sabe que no próximo dia 31, a partir das 9h da manhã, cada trabalhador da Calçados da Serra terá de comparecer no Sindicato dos Sapateiros. Nesse dia, lhe será liberado o FGTS e seguro-desemprego, e também ali será feita a Reclamatória Trabalhista a ser apresentada junto à Justiça do Trabalho, pleiteando salário, décimo terceiro, multa de 40% e outros direitos que por ventura o trabalhador tenha.

Os do contrato de experiência:
Antes do coronavírus, o ano prometia ser bom e muitos trabalhadores foram contratados em contratos de experiência. Contratos com duração de até 90 dias, ao final dos quais o trabalhador pode ser contratado “em carteira”. Em Dois Irmãos, pelo menos 200 desses foram demitidos, segundo Romeo. Essas demissões de contrato de experiência não passam apelo sindicato, são feitas na própria empresa.



 

 


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