Secretário Afonso Bastian analisa momento delicado na saúde

27/03/2020
Município montou unidade de atendimento junto ao Posto 24h

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A Secretaria de Saúde de Dois Irmãos vive seu momento mais delicado e maior trabalho em meio à pandemia do coronavírus. Até aqui, o município teve a confirmação de apenas um caso da doença, de um homem de 39 anos que recentemente esteve no exterior. O secretário Afonso Bastian entende a complexidade da situação vivida no mundo inteiro e, como todas as autoridades sanitárias, reforça o pedido para que as pessoas fiquem em casa. Leia o que ele disse em recente entrevista ao editor Alan Caldas:


Quando o município começou a olhar para a questão do coronavírus?
Afonso
– Desde o início, quando a situação ocorreu na China. Começou com um número pequeno, mas que tomou proporções que começaram a assustar o mundo inteiro, e a nós aqui também, pois temos muitas pessoas de Dois Irmãos que trabalham na China ou que foram visitar quem trabalha lá. Todas as pessoas que retornaram a gente acabou monitorando, fazendo testes e ficando em quarentena domiciliar – graças a Deus nenhum caso deu positivo. Acredito que hoje temos mais de 30 pessoas de Dois Irmãos residindo na China.


O alerta cresceu quando começou na Itália ou quando chegou a São Paulo?
Afonso
– A Itália é um caso emblemático, que tomou uma proporção assustadora em poucos dias. A partir daí, o próprio país acordou, e então começaram a pipocar casos em São Paulo, com a circulação do vírus comunitário, chegando até Porto Alegre. Tudo isso fez com que os órgãos públicos tomassem atitudes drásticas. Por isso que a gente pede: se não tem necessidade de sair, não saia, principalmente quem tem acima de 60 anos e estão dentro do grupo de risco – essas pessoas a gente precisa preservar. A partir do momento que essas pessoas precisarem de hospitais, a saúde pública entra em colapso, como aconteceu na Itália. Nós não temos capacidade suficiente para atender a uma demanda como a da Itália. A Itália, que é um país de primeiro mundo, não teve capacidade para atender. Para termos uma noção, o Brasil tem 23 mil leitos de UTI, e hoje eles já estão praticamente tomados. Portanto, fiquem em casa!


É o período de maior trabalho na Secretaria da Saúde?
Afonso
– Com certeza. Nós vivemos um momento difícil, atípico e que requer medidas drásticas. Elas são necessárias para não acontecer o que a gente está vendo em outros países. É claro que o pico (de contágio do coronavírus) ainda vai aumentar, justamente por isso temos tomado medidas para não chegar a acontecer o que vimos na China e, principalmente, na Itália.

(Foto: Divulgação / PMDI)


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