Piscicultura em Dois Irmãos sofreu queda de 25% nas vendas devido a estiagem

29/04/2020
Com a seca, foi preciso drenar os açudes para reaproveitamento da água

Com a seca, foi preciso drenar os açudes para reaproveitamento da água

Dois Irmãos já teve uma grande história na piscicultura familiar. Chegamos, mesmo, lá pelo final dos anos 90, a ter 29 famílias que tinham renda através do peixe. Havia inclusive uma Associação de Piscicultores dois-irmonenses, e bem forte. Mas com o tempo isso foi ficando para trás, e hoje muitos que tinham renda na piscicultura não trabalham mais com peixes. Os produtores familiares que ainda têm peixe, na maioria têm apenas para consumo próprio. E as variedades que mais existem na cidade são, ainda, a tilápia e a carpa capim. 


Apesar disso, Dois Irmãos é respeitada pela venda de peixes. Em especial, peixes ornamentais. E por incrível que pareça, tudo começou com uma brincadeira. Foi quando Marco Antônio Stoffel e Marcelino Fonseca se reuniram para “criar uns peixes”. 
No início era um ou outro pequeno açude, onde começaram a cuidar de peixes que estavam morrendo em outra propriedade. Mas o negócio foi ficando sério e em 15 de outubro de 2007 surgiu a empresa Piscicultura Águas da Olaria. A empresa cresceu e hoje conta com 43 tanques (açudes) onde criam e geram peixes. “Nosso forte são carpas japoneses, os peixes ornamentais”, diz Marcelino. 
Esses peixes são vendidos na própria piscicultura, no bairro Vila Rosa. A venda é direta. Eles não entregam fora. As pessoas ou pet shops e agropecuárias buscam os peixes direto lá. “Mas também tem revendedores, são empresas que compram de nós, buscam aqui e revendem para clientes deles, estado afora”, diz Marco Stoffel.


Como enfrentar a seca?
A falta de água atingiu a Águas da Olaria. “Nossa queda de venda foi em torno de 25%”, informa Marco Stoffel. 
Marcelino diz que dos 43 tanques que têm para produção de alevinos e engorda, “o maior deles e outros sete menores foram drenados para reaproveitamento de água, a fim de manter um nível aceitável”. Segundo ele, desde que começou a estiagem eles estão reaproveitando toda água através de bombeamento. “Além dos açudes secos pelo bombeamento, os demais tanques estão com 60% do nível de água”. É baixo, devido a quantidade de peixes que têm. Mas, para compensar a baixa no nível de água, eles usam fortes aeradores, o que permite que o oxigênio na água permaneça estável e não cause a morte dos peixes.


Efeitos da Covid-19
A Covid-19 fez com que a Águas da Olaria parasse por duas semanas. Depois voltaram, mas com todo cuidado. “Como trabalhamos com peixe ornamental, o pessoal que fica em casa aproveita para ajeitar seus laguinhos e isso nos permitiu não ter uma queda muito forte nas vendas”, diz Marco Stoffel.
Embora tenha nas carpas japonesas seu forte de vendas, a Águas da Olaria tem grande variedade. Eles têm criação e recria de carpas coloridas, cascudos, kinguios (cauda de véu), carpa capim, carpa prateada, carpa cabeça-grande, carpa húngara, surubim, dourado, jundiá, traíra, tilápia, pacu e outros, que é até difícil lembrar os nomes. 


(Por Alan Caldas – Editor)


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