Com sorriso no rosto, vítima de bala perdida comemora um ano de vida nova

30/07/2019
Claudimir com a neta Maria Luíza, a esposa Liane e as filhas Andressa e Ana Cláudia

Claudimir com a neta Maria Luíza, a esposa Liane e as filhas Andressa e Ana Cláudia

Com os olhos marejados, ele relembra os momentos vividos há um ano, na BR-116, em Dois Irmãos. Atingido por uma bala perdida no dia 27 de julho de 2018, durante um confronto entre polícia e bandido, Claudimir José Mumbach, de 48 anos, viveu os últimos doze meses cercado por desafios, superados graças a sua força de vontade e o apoio incondicional da família e amigos. Um ano depois de lutar bravamente pela vida, ele comemorou, no último domingo, dia 28, cada dia vivido desde lá. 
Sorridente, Claudimir recebeu com abraços apertados todos aqueles que o apoiaram ao longo do último ano. “Só tenho a agradecer aos meus vizinhos e amigos, que estiveram ao nosso lado”, disse ele, não contendo as lágrimas. Neste período de recuperação, uma frase dita pelos médicos também serviu de motivação. “Desde o dia em que saí do hospital, sigo o conselho que eles me deram: falaram que não devo olhar para baixo; sempre para cima. Quando olhamos para baixo, pensamos em coisas ruins; para cima, é como um passarinho no céu, os pensamentos são positivos”, disse Claudimir, que voltou ao trabalho como pedreiro há cerca de 5 meses, porém, tendo que tomar alguns cuidados, como a exposição ao sol. Ele também ainda enfrenta algumas dificuldades para se alimentar. 
Apesar de ter sido vítima da violência que assola todo o país, Claudimir não guarda sentimentos ruins. O olhar é de esperança e o pedido é de paz, e foi exatamente isso que ele demonstrou ao longo da comemoração de domingo, decorada com balões brancos. 


Relembre o fato
Morador do bairro São João, Claudimir seguia a Novo Hamburgo para abastecer o veículo, quando foi surpreendido por um cerco policial, montado para encurralar um bandido, que tinha assaltando uma farmácia em Presidente Lucena. O fato ocorreu na BR-116, na altura da Colônia Japonesa, em Dois Irmãos. Até ser preso, o assaltante Keoma Schuh de Mello, que estava a bordo de um Sandero preto, furou duas barreiras da polícia. 
Na troca de tiros, Claudimir acabou atingido com um tiro na boca. Socorrido por policiais militares até o Posto 24H, depois foi transferido ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas, onde ficou internado por cerca de duas semanas. “Conversando depois com os médicos, disseram que se eu não tivesse virado o rosto para o lado, provavelmente teria sido atingido na nuca e, se não morresse, poderia ter a coluna atingida. Lembro até hoje de cada detalhe: virei o rosto para o lado para ver um carro que também tinha colidido e senti o tiro atingindo a lateral do rosto, na altura da boca”, relembrou Claudimir. 
O assaltante segue preso e depois da divulgação da sua imagem nos jornais, ele foi reconhecido em pelo menos outros 14 assaltos na região, principalmente em Novo Hamburgo.


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