Astrônomos registram passagem do cometa Neowise no céu de Dois Irmãos

31/07/2020
Fonte: GaúchaZH / Fotos: Rede Ômega Centauri

Fonte: GaúchaZH / Fotos: Rede Ômega Centauri

Após tamanha expectativa, finalmente o cometa Neowise pôde ser observado do Rio Grande do Sul. Um grupo de astrônomos pesquisadores da Rede Ômega Centauri, que se dedica à divulgação e observação de eventos astronômicos, registrou o corpo celeste na última quarta-feira (29), no interior de Dois Irmãos. As imagens foram feitas com lente teleobjetiva, às 19h20min.
De acordo com Érico Kemper, professor de Física do Instituto Federal do Rio Grande do Sul e integrante da rede, localizar o cometa foi uma tarefa árdua. “Foi preciso um bom binóculo e muita paciência. A busca durou, aproximadamente, 20 minutos na direção norte-noroeste, a partir do horizonte. Em seguida apontamos o telescópio, que nos deu belas imagens do Neowise. Quando assumimos a missão de rastrear o cometa estávamos cientes de que o desafio não era pequeno. Mas o resultado alcançado foi compensador”, ressaltou. 
Mauro Hoffmann, que também esteve presente na observação, afirma ter esperado com ansiedade e chance de assistir ao fenômeno. “Apostei tudo no último ou penúltimo dia para a observação, a emoção é muito grande depois da expectativa que passei nos últimos dias e o tempo fechado que não permitia sair para ver esse cometa. Seria extremamente desagradável esperar mais seis mil anos para poder vê-lo novamente”, brinca. Hoffmann fala isso porque, segundo cálculos da Nasa, o Neowise passará pela Terra novamente somente daqui a 6,8 mil anos.


O que é um cometa?
Os cometas são corpos formados por gelo, poeira cósmica, rochas e gases congelados. Quando um cometa se aproxima do sol, os gases se aquecem e sublimam, que dizer, passam para o estado gasoso e são expelidos com os grãos de poeira cósmica. Isso faz com que seja criada a coma, que é uma espécie de atmosfera difusa composta pelos gases. E os ventos solares, por sua vez, criam o efeito de cauda brilhante.
A cauda do Neowise apresenta duas colorações diferentes, diz Marcelo Zurita, diretor-técnico da Brazilian Meteor Observation Network:
— Uma amarelada, que é resultado da poeira que absorve e reflete o sol. E uma esverdeada ou azulada, fruto dos gases ionizados pelos ventos solares.


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