“Pai é quem cria e quem dá amor”, diz Samuel Angelo Saueressig

08/08/2021
Samuel e a esposa Viviane

Samuel e a esposa Viviane

Samuel Angelo Saueressig é morador de Dois Irmãos e desde seus 16 anos já sonhava em adotar uma criança um dia. O desejo de adotar não surgiu por alguma dificuldade de fertilidade ou por idade avançada, mas sim porque Samuel foi adotado também. O processo demorou aproximadamente dois anos e meio, mas ainda não está concluído, portanto o nome e a imagem da criança não serão divulgados.

O pai conta que ligaram dizendo que havia uma criança com o perfil desejado e que em uma sexta-feira ele e a esposa, Viviane Hoffmann Santos Saueressig, foram conhecer e na outra sexta-feira a criança já estava morando na casa deles. Uma das dificuldades, de acordo com Samuel, foi a de em uma semana terem que comprar tudo e adaptar a rotina para receber o novo integrante da família, mas que no final deu tudo certo. Eles receberam o filho com dois anos e quatro meses.

Sobre paternidade, Samuel comenta: “Eu sempre quis ser pai, então é legal porque tu acaba sendo o exemplo da criança. A minha esposa brinca que se fosse filho biológico ele não seria tão parecido como ele é comigo. Ele copia o que eu faço, então isso é bem gratificante porque estou sendo um exemplo para alguém.”

 

“Eu sei como foi importante ter sido adotado”

Samuel também foi adotado e considera a adoção dele uma oportunidade que teve na vida. “Minha mãe biológica me deu para adoção, mas eu considero isso como uma coisa boa porque ela me deu outra chance. Se ela não tivesse condições de me cuidar e continuasse comigo, talvez eu teria passado por coisas ruins”, explica, antes de acrescentar: “Eu sei como foi importante ter sido adotado, então é uma oportunidade que ele também está tendo e tomara que ele pense assim também quando crescer”.

Antes de adotar, Samuel e sua esposa iam visitar lares com crianças. Ele conta que levou uma vez diversos brinquedos para doação e que as crianças queriam mais que eles brincassem do que os brinquedos em si. Isso demostra como elas são carentes de atenção e que por mais que um lar supra as necessidades básicas deles, nunca será possível substituir uma família.

Além disso, a adoção ainda é vista muitas vezes como um tabu pela sociedade. “É uma criança comum como qualquer outra, não muda nada, vai se tornar um ser humano normal. Às vezes, aparece em filme e novela que as crianças adotadas são rebeldes, mas se tu criar bem teu filho e mostrar o que é certo, a criança vai saber que tu é o pai dela e te respeitar”, conclui Samuel.

 

(Reportagem de Giordanna Benkenstein Vallejos)


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