Brasil fecha Olimpíadas de Tóquio na melhor posição da história no quadro de medalhas

09/08/2021
Fonte: ge / GZH

Fonte: ge / GZH

O Brasil fechou as Olimpíadas de Tóquio neste domingo (8) com a melhor posição da história no quadro de medalhas. Com sete ouros, seis pratas e oito bronzes (21 medalhas no total), o país ficou no 12º posto nos Jogos Olímpicos do Japão, subindo uma colocação em relação à Rio 2016.

O Brasil conquistou 21 pódios, um recorde, superando a marca de 19 da Rio 2016. Como anfitrião, o país conquistou sete ouros, mesmo número de títulos faturados em Tóquio. O país entrou no último dia dos Jogos na 12ª posição, mas com possibilidade de chegar ao 11º posto caso conquistasse mais um ouro no vôlei feminino ou no boxe. Com duas pratas no dia, o Brasil acabou superado pelo Canadá, que conquistou um ouro no ciclismo. Só que as pratas foram o suficiente para a delegação brasileira passar a Nova Zelândia e manter o 12º posto.

No ranking pelo número total de medalhas, o Brasil também foi o 12º colocado com 21 medalhas, três a menos que o Canadá, mas uma a mais que Hungria, Nova Zelândia e Coreia do Sul. No número de medalhas, os grandes responsáveis pela melhora de desempenho do Brasil foram a entrada dos novos esportes (surfe e skate), que não estavam no programa da Rio 2016, e a melhora do desempenho das mulheres, que foram ao pódio nove vezes em Tóquio, contra apenas cinco na última edição do evento.

 

 

OURO

Ítalo Ferreira

O único campeão olímpico do Brasil ao fim da primeira semana de competições foi o surfista Ítalo Ferreira. Atual campeão mundial de surfe, o potiguar confirmou o favoritismo brasileiro na modalidade, que é disputada pela primeira vez em Olimpíadas. Na final, Ítalo venceu sem grandes sustos o japonês Kanoa Igarashi, que chegou à disputa pelo ouro após vencer o outro brasileiro do torneio, Gabriel Medina, em decisão polêmica dos juízes.

 

Rebeca Andrade

Depois da prata no individual geral, a ginasta brasileira voltou ao centro de ginástica de Ariake e fez história mais uma vez. Com uma nota média de 15.083 pontos, Rebeca conquistou o ouro no salto sobre a mesa e ficou na frente da americana Mykayla Skinner, prata, e a sul-coreana Seojeong Yeo, bronze.

 

Martine e Kahena

As velejadoras conquistaram não somente o ouro, mas o bicampeonato na classe 49er FX da vela. Elas chegaram em terceiro lugar na medal race, deixando suas adversárias diretas para trás tanto na corrida, quanto no pódio. Ao todo, as brasileiras ficaram com 76 pontos, sendo seguidas das alemãs Tina Lutz e Susann Beucke (83) e das holandesas Annemiek Bekkering e Annete Duetz (88).

 

Ana Marcela Cunha

Competindo pela terceira vez nos Jogos Olímpicos, a baiana Ana Marcela Cunha conquistou sua primeira medalha em Olimpíadas na maratona aquática feminina. Nadando na Baía de Tóquio, a atleta de 29 anos completou a prova de 10km em 1hora59min30seg8 e garantiu o lugar mais alto do pódio. A prata ficou com a holandesa Sharonvan Rouwendaal e o bronze com a australiana Kareena Lee.

 

Isaquias Queiroz

Principal atleta olímpico brasileiro em Tóquio, Isaquias Queiroz confirmou o favoritismo e ficou com o ouro na categoria C1 1000m da canoagem. Dono de duas pratas e um bronze no Rio 2016, o baiano fez o tempo de 4min04seg408 na final em Tóquio. Ele ficou à frente do chinês Hao Liu, prata, e do moldavo Serghei Tarnovschi, bronze.

 

Hebert Conceição

O ouro do baiano no boxe teve altos índices de emoção. Ele havia perdido os dois primeiros rounds para o ucraniano Oleksandr Khyzhniak, atual bicampeão europeu, mas encaixou um cruzado de esquerda e conseguiu o nocaute para ficar com o título olímpico na categoria até 75 quilos do boxe masculino. Foi o segundo ouro do Brasil na história do boxe olímpico — o primeiro foi com Robson Conceição, em 2016.

 

Futebol masculino

Depois de décadas de tabu, o Brasil quebrou de vez a série ruim no futebol olímpico. No dia 7, penúltimo das Olimpíadas, a seleção venceu a Espanha por 2 a 1, na prorrogação, e ficou com o segundo ouro consecutivo no esporte mais popular do mundo. Os gols foram de Matheus Cunha e Malcom.

 

 

PRATA

Kelvin Hoefler

No skate street, outra modalidade que estreou no programa olímpico em Tóquio, saiu a primeira medalha brasileira nos Jogos de 2020. Kelvin Hoefler conquistou a prata em uma competição disputada manobra a manobra com o japonês Yuto Horigomi, que levou o ouro.

 

Rayssa Leal

Um dia depois da conquista de Kelvin, foi a vez de Rayssa Leal gravar seu nome na história do skate. Também no street, a brasileira de apenas 13 anos tornou-se a pessoa mais jovem a conquistar uma medalha olímpica pelo Brasil. O ouro ficou com outra atleta de 13 anos, a japonesa Momiji Nishiya.

 

Rebeca Andrade

Em uma final emocionante, Rebeca Andrade, da ginástica artística, tornou-se a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica na modalidade. A prata foi conquistada na prova do individual geral, em que as ginastas se apresentam em quatro aparelhos (solo, trave, salto sobre o cavalo e barras paralelas). A grande estrela da ginástica mundial Simone Biles desistiu da disputa por estar enfrentando problemas de saúde mental. O ouro ficou com a americana Sunisa Lee.

 

Pedro Barros

O skate brasileiro conquistou sua terceira prata com Pedro Barros. O catarinense, quarto colocado no ranking mundial, ficou em segundo na categoria park, atrás apenas do australiano Keegan Palmer, com nota de 95,83. A experiência de Pedro foi essencial para garantir a segunda maior nota da competição, de 86,14.

 

Bia Ferreira

A brasileira Beatriz Ferreira ficou com a medalha de prata no boxe nos Jogos Olímpicos de Tóquio. No domingo (8), na final da categoria até 60kg, Bia fez grande luta contra a irlandesa Kellie Anne Harrington, mas acabou derrotada por decisão unânime da arbitragem.

 

Vôlei feminino

A seleção brasileira de vôlei feminino perdeu por 3 sets a 0 a final contra os Estados Unidos, que venceu sua primeira medalha de ouro da sua história na categoria. O Brasil agora possui cinco medalhas vencidas pela equipe feminina no esporte: duas de ouro, uma de prata, e duas de bronze.

 

 

BRONZE

Daniel Cargnin

A segunda medalha brasileira em Tóquio foi conquistada pelo judoca gaúcho Daniel Cargnin, no segundo dia de competições. O atleta da Sogipa chegou a vencer o atleta número 1 do mundo na categoria até 66 quilos na sua campanha, mas acabou perdendo para o japonês Hifumi Abe, que ficou com o ouro. Na luta que valia o bronze, Cargnin conseguiu aplicar um waza-ari no israelense Baruch Shmailov, pontuação que lhe garantiu o pódio.

 

Fernando Scheffer

Outra medalha gaúcha veio na natação. Na prova dos 200m nado livre, o canoense Fernando Scheffer subiu ao pódio com um tempo de 1min44seg66, estabelecendo o recorde sul-americano.

 

Mayra Aguiar

Também do Rio Grande do Sul, a judoca Mayra Aguiar fez história em Tóquio ao se tornar a primeira mulher do esporte brasileiro a conquistar três medalhas olímpicas em modalidades individuais. A atleta da Sogipa também foi bronze no Rio 2016 e em Londres 2012

 

Laura Pigossi e Luísa Stefani

As duas paulistas, que conseguiram a vaga olímpica de última hora, conquistaram em Tóquio a primeira medalha olímpica da história do tênis brasileiro. Depois de perderem a semifinal para a dupla da Suíça, derrotaram as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina por 2 sets a 1 na disputa do terceiro lugar.

 

Bruno Fratus

Depois de duas decepções nas duas últimas Olimpíadas (Londres e Rio de Janeiro), enfim Fratus conseguiu uma medalha olímpica nos 50m livre. O nadador brasileiro chegou atrás de Caeleb Dressel e de Florent Manadou e subiu ao terceiro lugar mais alto do pódio, com tempo de 21s55 (00s02 mais lento que Manadou, o segundo).

 

Alison Santos

Em uma prova marcada pela superação dos competidores, Alison Santos conseguiu chegar em terceiro lugar nos 400m com barreiras. Ao terminar o percurso em 46seg72, bateu o recorde sul-americano. Na frente dele, ficaram o norueguês Karsten Warholm – que estabeleceu novo recorde mundial ao anotar 45seg94 – e o americano Rai Benjamin.

 

Abner Teixeira

O pugilista peso pesado brasileiro passou nas oitavas pelo britânico Cheavon Clarke e garantiu a medalha ao vencer nas quartas Hussein Ishaish, da Jordânia. Na semifinal, ele foi derrotado pelo cubano Julio César de la Cruz. Como não há disputa de terceiro lugar no boxe, Abner garantiu o bronze.

 

Thiago Braz

Campeão olímpico no Rio 2016, Thiago voltou a subir no pódio em Tóquio. O brasileiro chegou ao salto de 5m87cm e ficou em terceiro lugar. O ouro ficou com o favorito Armand Duplantis, que nasceu nos Estados Unidos e compete pela Suécia, com a marca de 6m2cm. A prata foi do norte-americano Christopher Nilsen, com 5m97cm.


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