Família busca ajuda para menino de dois meses que perdeu a mãe durante o parto

10/06/2022
Raví nasceu no dia 18 de março, com asfixia neonatal grave, e necessita de cuidados especiais

Raví nasceu no dia 18 de março, com asfixia neonatal grave, e necessita de cuidados especiais

Com apenas dois meses de vida, o pequeno Raví Arnold já trava uma batalha de gente grande. Ele perdeu a mãe, Lidiane Arnold, de 28 anos, durante o parto, e agora luta pela vida, ao enfrentar sequelas de uma asfixia neonatal grave. “Ele nasceu praticamente desfalecido, tiveram que reanimá-lo. Os exames mostram uma grande parte do cérebro dele lesionado devido à falta de oxigenação, mas ainda não sabemos quais serão as sequelas disso”, contou a tia Maria Fabiane Arnold, de 25 anos, que o acolheu como filho. É sob os cuidados dela que o bebê está desde o primeiro dia de vida.

Raví nasceu às 3h19 do dia 18 de março. A mãe, Lidiane, completaria 29 anos no último dia 7 de junho. Além do bebê, ela deixou outros quatro filhos – três estão com o pai e uma menina está sob os cuidados de outro familiar. Segundo Fabiane, a irmã foi diagnosticada com problema cardíaco ainda jovem e já na quarta gravidez tinha consciência de que corria risco de vida.

Após o nascimento, no Hospital de Clínicas em Porto Alegre, Raví ficou internado durante um mês, sendo 20 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Os médicos sempre deixavam muito claro para que estivéssemos preparados para tudo, porque o caso dele era muito grave”, conta a tia, que seguia todos os dias à Capital para acompanhar o sobrinho. Após a alta hospitalar, Raví voltou a internar cerca de duas semanas depois, após uma crise de hipotermia.

Agora em casa, Fabiane se vê diante do desafio de conseguir proporcionar todo o acompanhamento médico que Raví necessita. Os custos são muito altos e a família vem enfrentando dificuldades financeiras. A tia precisou deixar o emprego para se dedicar inteiramente a ele, o que afetou o orçamento dela e do esposo, Dionatan Jacobsen. Entre os gastos da família estão idas às consultas em Porto Alegre, consultas particulares, fraldas, medicamentos, entre eles um anticonvulsivo; sessões de fisioterapia e leite. Segundo Fabiane, Raví é alérgico a proteína do leite de vaca e, por isso, necessita de leite especial, o Pregomin. Cada lata custa aproximadamente R$ 200. Ela buscou ajuda e recentemente ganhou oito latas do Governo do Estado, porém a quantia é insuficiente para o mês.

No início, em razão dos custos, Fabiane pegava ônibus e trem para chegar às consultas na capital, porém devido a baixa imunidade de Raví, ela precisou buscar novas alternativas, como contar com a ajuda de conhecidos ou recorrer a motoristas de aplicativo. Atualmente, o menino faz acompanhamento com gastroenterologista, nefrologista, neurologista, fisioterapeuta e pediatra. “Temos consulta uma vez por mês com cada um, porém nem todas são no mesmo dia”, conta Fabiane, relatando que o atendimento é por ordem de chegada e que o acompanhamento com estes profissionais é por tempo indeterminado.

Fazendo de tudo para proporcionar uma boa qualidade de vida à Raví, Fabiane e a família vêm fazendo de tudo para que as sequelas sejam as menores possíveis, mas muitas vezes acabam esbarrando na falta de recurso. Um exemplo são as sessões de fisioterapia, que a família ainda não conseguiu pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Não sabemos quais serão as sequelas; pode ser que ele ande, pode ser que ele não ande. É preciso correr contra o tempo”, comenta a tia.

Sabendo que Raví é uma criança de risco, a família contratou um plano de saúde, uma vez que já precisou de atendimento de urgência e teve que ir até Porto Alegre para receber suporte. “Na época em que ele internou, primeiro buscamos atendimento em Dois Irmãos, mas nos mandaram para o Clínicas, uma vez que já era acompanhado lá, mas eu nem tinha dinheiro; tive que arrumar às pressas. Chegando lá, o médico falou que se tivéssemos chegado uma meia hora depois, o Raví não teria resistido”, conta Fabiane.

 

Como ajudar

A história do Raví vem sendo compartilhada e apoiada pela comunidade. Quem quiser colaborar com valores em dinheiro, pode fazer através de doações por Pix (51 99980-6181) ou através da vaquinha online (https://www.vakinha.com.br/2759295), onde consta também a história do menino e inclusive alguns laudos médicos. A família também aceita doações de leite (Pregomin) e fraldas tamanhos M e G.

Mãe de mais duas meninas, de 2 e 6 anos, Fabiane também está aceitando doações de roupas e calçados para elas. Roupas podem ser tamanhos 2 e 6 e calçados, 22, 23 e 29. Segundo Fabiane, na época em que a irmã faleceu, a família recebeu muitas doações e agora segue recebendo apoio de pessoas da cidade e região. Um dos grupos que se solidarizou com a causa foi a Cooperativa dos Recicladores de Dois Irmãos, que doou mais de R$ 1 mil. Com o dinheiro, Fabiane comprou roupas para o Raví. “Toda ajuda é muito bem-vinda”, lembra, agradecendo a todos que estão colaborando.


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