O dia em que a cidra salvou uma vida!

14/08/2021
Pe. Paulo com Paulo Back Zimmermann e Maria Lucia Wendling Feiten

Pe. Paulo com Paulo Back Zimmermann e Maria Lucia Wendling Feiten

Era domingo, 18 de julho de 2021, e eu me encontrava no Vale Esquerdo, em Dois Irmãos, almoçando na casa da minha irmã com parte de nossa família.

Ao meio-dia chegou até nós a notícia do desaparecimento do vizinho Paulo Back Zimmermann. Nesse momento, os portadores da notícia nos pediram para que verificássemos a câmera de vigilância, a fim de saber se ele havia cruzado ou não por aquela rua. Logo informamos que ele não havia passado por ali. Após o almoço, eu já estava de saída, quando lembrei da cidra, que é o meu doce preferido. Perguntei à minha irmã se ainda havia alguma no seu pomar, e ela confirmou que sim. Então pedi que as enviasse, por intermédio do meu irmão, na terça-feira.

Na segunda-feira, seguiram as buscas pelo vizinho desaparecido. Infelizmente nenhum vestígio foi encontrado. Nesse mesmo dia, após o almoço, meu cunhado e minha irmã foram ao pomar buscar bergamotas. Apanharam o suficiente, e enquanto ele as foi levando para casa, minha irmã disse:

 

– Eu agora vou apanhar as cidras para o Pe. Paulo.

 

Haviam três pés carregados. Ela escolheu o do fundo, pois era onde estavam as mais bonitas. Com as frutas num saco, ela escorregou, de leve, numa palha de milho que havia ali no chão, e, nesse momento, viu algo estranho debaixo de uma árvore, ao lado desse pé de cidra. Ela se aproximou, para olhar mais de perto, então percebeu que tratava-se de uma pessoa, ainda com sinais de vida. Foi imediatamente buscar socorro e logo em seguida, a polícia, bombeiros, imprensa e familiares estavam no local.

Então o vizinho desaparecido foi resgatado e levado ao hospital para ser tratado, pois estava inconsciente e com hipotermia devido ao frio. Ele também apresentava lesões pelo corpo, que foram provocadas pelas folhas da cana-de-açúcar, pelas quais ele passou.

No domingo seguinte, dia 25, minha irmã fez questão de levar-me até o local onde o encontrou e disse-me:

 

– Se eu não fosse apanhar as cidras para você, não teríamos encontrado “seu” Paulo com vida. Foi Deus que me fez escorregar, depois de apanhar as cidras, para que o encontrasse.

 

Diante desse acontecimento, eu refleti: Naquele domingo em que pedi as cidras, Deus reservou esta surpresa. Foi o dia em que a cidra salvou a vida do seu Paulo Back Zimmermann.

Bendito o dia, ainda na infância, em que Deus me fez gostar de saborear o doce de cidra. Além disso, também me proporcionou a oportunidade de aprender a fazê-lo. Deus age na história através de seus filhos, que são chamados constantemente a cuidarem uns dos outros.

 

(Pe. Paulo Wendling)


O pé de cidra, o terceiro e mais ao fundo, que tinha a cidra que chamou a atenção da irmã do padre Paulo e ao pé do qual estava o corpo do seu vizinho

 

***

 

A misteriosa mão de Deus

Quando a irmã do padre Paulo, que por sinal é verdureira, foi apanhar a cidra que o irmão havia pedido, ela poderia ter pego no primeiro dos três pés que existem na propriedade. Se ela pegasse nesse primeiro pé da planta, certamente não teria encontrado o vizinho.

Mas “algo” chamou a atenção dela lá no último pé. E o que lhe chamou atenção foi essa cidra. Uma cidra imensa que ela viu como que luminosa lá no último pé. Era a maior cidra que ela já vira, e a partir de então era como se não houvessem mais outras cidras ali. Aquela brilhava. Era luminosa. Por um momento, só havia em todo aquele pomar apenas aquela cidra linda.

Então, como que encantada com o tamanho e beleza única daquela fruta, ela foi até lá. Colheu a cidra. E, ao colhê-la, levemente resvalou numa palha de milho que havia por ali. Ela então olhou para o chão, e ao olhar encontrou o vizinho caído. Ainda com vida. Ainda podendo ser salvo.

Há mistério na forma como Deus conduz o ser humano, e esse, penso eu, foi sem dúvida um deles. Há na Bíblia relatos sobre a Árvore da Vida. Essa cidreira foi certamente a árvore da vida do seu Paulo Back Zimmermann. (Alan Caldas – Editor)

 


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