Três espécies de bugio estão na lista internacional de animais ameaçados de extinção

25/02/2022
Por Giordanna Benkenstein Vallejos

Por Giordanna Benkenstein Vallejos

Devido ao desmatamento do seu habitat e da caça do bugio de forma esportiva ou para conseguir a pele, os ossos para rituais, a carne como alimentação e a tentativa errônea de combater a febre amarela, eliminando seus indivíduos, três espécies de bugio do gênero Allouatta estão na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) das espécies ameaçadas.

– O bugio é um animal que está reduzindo bastante na região. Antigamente tínhamos florestas densas e agora não é mais assim. Foi se perdendo o espaço e as populações de bugios vão se perdendo junto – comenta a bióloga Camila Martins Blos, do Departamento de Meio Ambiente de Dois Irmãos.

O Bugio-preto (Alouatta caraya) encontra-se classificado na lista como espécie quase ameaçada. Já o Bugio-vermelho (Alouatta puruensis) e o Bugio-ruivo (Alouatta guariba) foram classificados como vulneráveis, tendo um maior risco que o primeiro, segundo o critério da lista da IUCN. Todos esses bugios podem ter uma queda populacional de 30% até o ano 2040.

– Precisamos sensibilizar as pessoas para uma mudança de percepção sobre como nos relacionamos com a biodiversidade, de como estamos inseridos no ecossistema e de como é importante para nossa existência um equilíbrio na natureza – explica Camila.

Para preservar o primata e manter o som grave do seu chamado ecoando pela região, é preciso manter as áreas com vegetação nativa, criar corredores ecológicos e educar a população para que a caça não ocorra mais. Há alguns anos, a caça do animal ocorria por acreditarem que ele transmitia a febre amarela para humanos. É correto afirmar que os bugios podem contrair a doença, mas eles não a transmitem para os humanos. Os bugios servem como um bioindicador de que existe um foco de febre amarela nas regiões em que são encontrados mortos.

 

SAIBA MAIS

Os bugios são herbívoros que se alimentam principalmente de folhas, mas também consomem frutos como o figo e também flores. Eles podem ser encontrados desde o sul da Baiha até o Rio Grande do Sul, vivendo em áreas florestais, normalmente em grupos de 3 a 15 indivíduos.


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