Serviço de transporte do paciente: rodas que ajudam a salvar vidas

25/07/2025
Motoristas Airton, Leonel, Lucio e Márcio

Motoristas Airton, Leonel, Lucio e Márcio

Há 14 anos, o serviço municipal de transporte de pacientes leva segurança e confiança aos cidadãos dois-irmonenses com dedicação incansável. E, nesta sexta-feira (25), celebramos o Dia do Motorista, homenageando não apenas os profissionais ao volante, mas toda a equipe que garante o funcionamento desse serviço essencial.

Atualmente, seis motoristas compõem essa equipe, profissionais que vão além do simples ato de dirigir, desempenhando um papel vital na área da saúde. Para mostrar a importância desse trabalho, o Jornal Dois Irmãos conversou com quatro deles e reuniu relatos que revelam a responsabilidade de conduzir uma ambulância e salvar vidas.

 

O peso de dirigir uma ambulância

Com 46 anos de idade e nove de profissão, Márcio Schmidt, morador de Dois Irmãos, casado e pai de dois filhos, enfrenta diversos desafios diariamente. Dentre eles, destaca que os piores casos são os que envolvem crianças. “São os mais pesados, é extremamente chocante e o clima fica tenso”, desabafa.

Ele destaca a importância do treinamento contínuo e do trabalho em equipe, e ressalta o peso de ser motorista. “Muitas vezes, as pessoas acabam sendo insensíveis por não entenderem a responsabilidade do motorista. Nós também ajudamos”, afirma.

Há 17 anos na profissão, Lucio Corrêa, 45, também de Dois Irmãos, casado e pai de dois filhos, nunca esqueceu o dia em que transportou uma menina à espera de um transplante de fígado. “Ela já tinha tentado antes sem sucesso. Naquela sexta-feira, recebi o chamado e levei ela e a mãe ao hospital”, relembra. A espera pelo resultado foi angustiante. “Na segunda, soube que o transplante deu certo. Foi emocionante saber que participei daquela vitória”, comenta ele.

Leonel Fick, 45 anos de idade e 15 de profissão, morador de Sapiranga, casado e pai de uma filha, lembra com carinho de uma senhora que precisava de uma ressonância magnética em Porto Alegre. “Ela não tinha acompanhante e seria mandada de volta para casa”. Sensibilizado, Leonel se ofereceu para acompanhá-la. “Vi o alívio no rosto dela. Às vezes, um pequeno gesto faz toda a diferença”, reflete.

Com 27 anos de estrada, Airton Anschau, 50, residente de Dois Irmãos, casado e com duas filhas, viveu um dos momentos mais intensos de sua carreira durante o Natal dos Anjos. “Um casal de São Leopoldo estava no evento quando a mulher, grávida de menos de seis meses, entrou em trabalho de parto”, recorda. Ele a levou às pressas para o Hospital Centenário. Dias depois, recebeu a notícia sobre o resultado: “O bebê nasceu com 1,4 kg, mas estava bem. Saber que ajudei o casal não tem preço”, finaliza.

Esses relatos mostram que, além da direção, esses profissionais carregam coragem, empatia e resiliência. No Dia do Motorista, celebramos não só sua habilidade ao volante, mas seu compromisso com a vida e com a comunidade que protegem diariamente.


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Calor e sensação de abafamento marcam a semana (Foto: Octacílio Freitas Dias)

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