Presidente da Abicalçados analisa novo momento da indústria calçadista

25/10/2021
Fonte: Abicalçados / Abinforma

Fonte: Abicalçados / Abinforma

Com uma história secular, a indústria calçadista brasileira é hoje a quinta maior do planeta e a maior do Ocidente. Apesar de todos os problemas, em especial o chamado Custo Brasil, que torna o setor menos competitivo frente aos principais concorrentes internacionais, empresas fazem, com esmero, a “lição de casa”.

Do portão para dentro de suas instalações, fábricas em todo o País usam a criatividade, a capacidade de resiliência e a excelência para calçar consumidores em mais de 160 países. Essa história de sucesso, no entanto, não foi construída por acaso, foi por meio de muito sacrifício e luta. Leia a seguir trecho de uma publicação do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, a propósito da passagem do Dia do Sapateiro, comemorado neste 25 de outubro:

 

O novo momento da indústria calçadista

Composto por mais de 5,6 mil fábricas, que empregam diretamente mais de 270 mil pessoas, o setor não nasceu gigante. Foi construído com muito suor dos pioneiros e dos seus sucessores, que sofreram crises, as ultrapassaram, criaram e se recriaram quando necessário.

Trazendo para os tempos atuais, os desafios mudaram. Com um mercado difícil, abalado ainda mais pela pandemia, que derrubou a produção de calçados a níveis de quase quatro décadas atrás, o setor está preparado para uma retomada mais substancial a partir de 2022, mostrando uma dose extra de resiliência. Com expectativa de crescer cerca de 12% neste ano, ainda ficaremos 8% abaixo dos níveis pré-pandemia, de 2019. Portanto, para empatar com os resultados de 2019, precisaremos passar por uma recuperação importante ao longo do próximo ano.

No evento Análise de Cenários, a Abicalçados fez as projeções possíveis para o ano corrente e o próximo. Mas o que gostaria de abordar aqui é o novo momento pelo qual passa a indústria calçadista brasileira. Não vou tratar de investimentos, que foram severamente abalados pelo fatídico ano de 2020, mas de uma tendência que temos notado no mercado mundial de calçados. Embora as exportações de calçados respondam por cerca de 14% das vendas setoriais, existe uma perspectiva de crescimento mais acelerada neste mercado em comparação com o mercado interno, onde ainda pairam inúmeras incertezas econômicas e políticas.

No mercado externo, viemos sentindo, desde 2019, um interesse cada vez maior por parte dos compradores dos Estados Unidos, país que é, historicamente, nosso principal destino internacional. O movimento se deve, em grande parte, pela guerra comercial contra a China, instalada ainda pelo governo de Donald Trump e mantida pelo governo de Joe Biden. Com calçados chineses sobretaxados, os importadores estadunidenses vêm buscando fornecedores alternativos para um mercado nacional gigante, que ano passado consumiu mais de 1,7 bilhão de pares.

E é justamente para o Brasil que estão se voltando os olhos desses importantes compradores. Prova disso é que, entre janeiro e setembro deste ano, os norte-americanos importaram 10 milhões de pares verde-amarelos, que geraram US$ 133 milhões, expressivos incrementos de 52,7% em volume e de 41,7% em receita na relação com igual período do ano passado. Inclusive, as nossas exportações para lá já estão em níveis superiores aos pré-pandêmicos. Certamente, trata-se de um novo momento para a indústria calçadista brasileira.


Haroldo Ferreira


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