Ana Gehlen Kuhn cria de forma voluntária o projeto do Natal dos Anjos

25/12/2021
(Foto: Arquivo JDI)

(Foto: Arquivo JDI)

Ao caminhar sob as luzes do Natal de Dois Irmãos e ver os padrões da decoração, é possível ver um trabalho feito por muitas mãos, mas idealizado no imaginário da artista plástica Ana Gehlen Kuhn. Ela começou a trabalhar voluntariamente durante o ano de 2000, ajudando a amiga Tânia Birk na Casa do Papai Noel. Algum tempo depois, começou a fazer o projeto do Natal e a auxiliar na execução. “Como sempre estive envolvida com a parte artística, o Natal é uma inspiração”, completa Ana.

No início, ela conta que não havia muitos recursos, mas que decidiram investir em ornamentos de qualidade e que algumas das primeiras decorações são utilizadas até hoje, como o presépio e os anjos. Antigamente, os ornamentos eram armazenados em uma grande caixa na Secretaria de Obras, e na atualidade existe um galpão exclusivo para armazenar a decoração, o que tornou o evento mais profissional. Além disso, a continuação do Natal foi algo pelo qual a artista sempre prezou. “A minha preocupação sempre foi dar continuidade ao trabalho que já havia sido iniciado”, comenta.

As voluntárias começaram junto com o próprio Natal, mas quem organizou o grupo foi Lourdes Rohden. Para que as mulheres voluntárias pudessem trabalhar em prol da festividade, Ana desenvolveu lustres feitos com garrafas pet, que elas carinhosamente apelidaram de cristais. O trabalho destas mulheres é importante, especialmente quando fazem o mutirão para decorar a cidade, saindo do conforto das suas casas mesmo no frio e na chuva.

Com o passar dos anos, o Natal de Dois Irmãos foi evoluindo e se profissionalizando. Um exemplo disso são os “guris do galpão”, funcionários da prefeitura que gostam de trabalhos artísticos e aprenderam a montar toda a estrutura da decoração. “Não existe projeto sem a mão que executa. Eles são os verdadeiros artistas do Natal”, diz Ana.

 

Mudanças atuais

Em 2020, foi decorada também a Rua Sapiranga e, em 2021, foi criado o Caminho dos Anjos, que leva até a Aldeia dos Anjos no Parque Municipal Romeo Benício Wolf. Além disso, a praça de alimentação também teve melhorias.

Para a artista plástica, o objetivo principal desta época do ano é fazer com que as pessoas fiquem mais felizes. Dessa forma, as famílias e a comunidade podem passear com seus filhos e ter uma alegria, encontrar no município uma festividade bela que une a todos. “Alguns anos atrás eu escutei uma pessoa dizendo ‘para que fazer tudo isso? Isso é bobagem’. Então eu pensei, imagine se hoje, em um período que tanto precisamos de luz, Dois Irmãos estivesse às escuras?”, questiona Ana.

 

Como é feito o projeto do Natal dos Anjos?

A artista gosta de viajar com frequência e conta que boa parte da inspiração vem destas viagens. Também explica que traz muitas influências de Gramado, pois ela participa desde o primeiro Natal Luz fazendo a árvore da cidade. “Com a internet, a gente consegue pesquisar o Natal do mundo inteiro e pincelar a festa de várias partes do mundo”, explica.

No início de cada ano, Ana tira fotos dos pontos de Dois Irmãos onde normalmente são instalados os ornamentos. Com a foto impressa, ela desenha as decorações que imagina para aquela situação. Tudo é um estudo inicial que vai se adaptando, por isso ela precisa ser flexível. Depois do desenho, é preciso verificar se há verbas suficientes para concretizar as ideias, passar pela aprovação da prefeitura e depois começar a pensar na produção.

O processo de produção dos enfeites natalinos se assemelha ao da fabricação de calçados. No início, ela vai, acompanha como estão fazendo o ornamento e dessa primeira produção é criado o protótipo. A partir daquele modelo, eles vão produzindo o resto. Em uma colocação de decoração nas ruas, Ana normalmente acompanha o primeiro poste e o resto eles continuam. Por ser um evento diferenciado, este ano outras prefeituras vieram conhecer a cidade para entender o processo do Natal dos Anjos. “As pessoas estão vendo que isso é uma data que faz muito bem para todos. É claro que isso não foi feito de uma hora para outra, mas é algo que vale a pena”, conclui a artista.


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