Tendência de alta da frequência da variante Delta é observada nas regiões Metropolitana, Vale do Sinos e Serra

26/08/2021
Fonte: Feevale

Fonte: Feevale

O Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale realizou nova rodada de sequenciamento completo de 29 genomas de SARS-CoV-2 a partir de amostras escolhidas de forma aleatória em material coletado em quatro municípios gaúchos. A análise divulgada nesta quinta-feira (26), por meio de informe da Rede Corona-Ômica.BR-MCTI, integrante da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, dá continuidade aos esforços de vigilância genômica nas regiões Metropolitana de Porto Alegre, Vale do Sinos e Serra gaúcha.

O material incluído para análise foi coletado entre 24 de julho e 13 de agosto deste ano, sendo as amostras provenientes de Campo Bom (quatro), Canoas (três), Garibaldi (17) e Novo Hamburgo (cinco). A idade dos pacientes – 15 mulheres e 14 homens – variou de 14 a 86 anos, sendo a mediana de 31 anos. Das amostras coletadas no período, 13 foram classificadas como variante Gamma (20J, V3) e 16 como variante Delta (21A), conforme a ferramenta Nextclade. A análise pormenorizada utilizando a ferramenta Pangolin revelou a seguinte distribuição em linhagens: P.1 em nove amostras; P.1.1 em três amostras; P.1.8 em uma amostra. Já no clado da variante Delta foram observadas nove amostras na linhagem B.1.617.2; uma amostra de AY.4; e seis amostras de AY.6.

Dentre os fatos mais relevantes, o virologista Fernando Spilki, pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Universidade Feevale, destaca o achado de dois casos da variante Delta no município de Campo Bom, em material coletado no dia 11 de agosto, além de casos adicionais dessa mesma variante nos demais municípios. Já de dez amostras coletadas entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, quatro foram positivas para a variante Delta (40%), enquanto nas amostras analisadas no período de 6 a 13 de agosto, essa taxa se elevou para 63,15% (12 em 19 amostras), ratificando a tendência de alta já observada na região.

Spilki, que também coordena a Rede Corona-Ômica.BR-MCTI, explica que os resultados complementam trabalhos recentes realizados nas regiões Metropolitana de Porto Alegre, Vale do Sinos e Serra gaúcha e que os dados estão sendo compartilhados com as autoridades sanitárias. “Reforçamos que a vigilância da circulação e distribuição das variantes do SARS-CoV-2 é uma ferramenta importante para o combate à pandemia de Covid-19”, afirma, acrescentando que os genomas obtidos nesse estudo serão depositados, nos próximos dias, em bases internacionais.


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