Voluntários do Hospital chegaram a atender 3,2 mil famílias no auge da pandemia

26/11/2021
Doações para o Banco de Alimentos foram fundamentais (Foto: Arquivo JDI)

Doações para o Banco de Alimentos foram fundamentais (Foto: Arquivo JDI)

A Associação dos Voluntários do Hospital São José prestou um grande auxílio a famílias em situação de vulnerabilidade no auge da pandemia de Covid-19, com inúmeras doações de alimentos. A presidente Neusa Meurer Hansen conta que entre os meses de março e setembro de 2020, quando as fábricas pararam e houve uma onda de demissões, aproximadamente 3,2 mil famílias no município eram atendidas com doações do Banco de Alimentos.

Na atualidade, restam de 25 a 30 grupos familiares atendidos pela entidade em todo o município. Neusa se mostra feliz com a queda pela procura de alimentos, o que demostra uma maior empregabilidade e recuperação econômica na cidade.

 

O início do trabalho

Quando a Covid-19 chegou, as voluntárias da associação tiveram que ficar em isolamento social e por isso não puderam mais ir a reuniões do grupo, vender trabalhos manuais e participar de eventos. Por isso, elas criaram uma conta separada para arrecadar fundos. “Todo mundo se sensibilizou e arrecadamos um bom valor”, recorda ela. 

Com o valor arrecadado, as voluntárias compraram equipamentos de proteção individual para o hospital e para a área da saúde em geral. Depois, com o que sobrou do valor na conta e os valores da associação, decidiram mudar o foco para a parte de alimentos, comprando cestas básicas dos mercados de Dois Irmãos e iniciando a distribuição por meio de cadastro, no qual foram avaliadas as necessidades de cada família.

 

O perfil das famílias

Neusa explica que sempre faz um cadastro para poder ter um critério da doação das cestas básicas. Entre as famílias cadastradas, quase todas têm pelo menos uma pessoa trabalhando, mas moram de aluguel e têm vários filhos, o que torna a compra de alimentos limitada.

O perfil de quem precisa de assistência também inclui mães solteiras e idosos que passam dificuldade. “Temos muitas famílias em que o marido se mandou e deixou a mulher sozinha com um monte de filhos. Às vezes, as pessoas vêm a pé de noite para buscar arroz, feijão, massa, farinha e açúcar. Por 5 kg de feijão, elas atravessam a cidade, sinal de que precisam”, observa a voluntária.

 

Mudança de rumo

Com a melhora da situação econômica na cidade e a maior oferta de trabalho, os esforços estão voltados para empregar as famílias carentes e encaminhar as que precisam para a Assistência Social. Por isso, o foco atual da Associação dos Voluntários do Hospital São José está voltado para o aprimoramento da ala de psiquiatria da casa de saúde.

 

(Por Giordanna Benkenstein Vallejos)


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