5,5 milhões de brasileiros deixaram de estudar na pandemia, diz Unicef

28/01/2021
Fonte: GZH

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Com a pandemia e a interrupção das aulas presenciais, 5,5 milhões de estudantes brasileiros de seis a 17 anos deixaram de estudar em 2020, mostra estudo conduzido por Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Instituto Claro e Cenpec Educação. A soma envolve alunos que abandonaram os estudos e os que estavam matriculados, mas não receberam atividades para fazer em casa.

Em outubro do ano passado, 3,8% das crianças e adolescentes do Brasil entre seis e 17 anos (1,38 milhão de pessoas) deixaram de estudar presencial ou remotamente, acima da média nacional de 2% em 2019, segundo a Pnad Contínua, pesquisa produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, 11,2% dos estudantes (4,12 milhões) que diziam estudar não haviam recebido nenhuma atividade escolar e também não estavam em férias. A soma de ambos os grupos leva a 5,5 milhões de jovens que não estudaram na pandemia.

O Brasil tinha, em 2019, 27,78 milhões de estudantes na educação básica em escolas públicas, segundo o mais recente censo escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O aumento do abandono vem sendo apontado por especialistas como a pior consequência imediata da pandemia na educação. A médio e longo prazos, isso se reverte em aumento da desigualdade social, uma vez que o nível de renda está diretamente associado ao estudo.

 

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No Rio Grande do Sul, 3% dos estudantes de seis a 17 anos estavam fora da escola em outubro do ano passado, abaixo da média nacional de 4% – o Estado tinha 2,3 milhões de matrículas em 2019, segundo o Inep. O pior desempenho é o de Roraima (15% dos alunos sem estudar), e o melhor, de Sergipe e Minas Gerais (2%).

A etapa com pior índice de interrupção dos estudos a nível nacional é o Ensino Médio, no qual 5,1% dos estudantes não frequentavam a escola em outubro. O pior cenário é na Região Norte (7,3% de jovens sem estudar) e o melhor, no Sudeste (4,2%). No Sul, a taxa é de 4,4%, melhor do que a média brasileira.


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