Fevereiro deve ser de clima um pouco mais ameno no Rio Grande do Sul

28/01/2022
Fonte: GZH / Foto: Octacílio Freitas Dias

Fonte: GZH / Foto: Octacílio Freitas Dias

Após um janeiro de temperaturas elevadas e chuva abaixo da média, fevereiro deve ser de clima um pouco mais ameno no Rio Grande do Sul. Entretanto, o mês que se inicia na próxima terça-feira segue quente, e a estiagem que afeta o Estado irá se prolongar.

De acordo com Carine Gama, meteorologista da Climatempo, não há previsão de temperaturas fora do normal. Ainda há chances de serem registradas marcas acima da média – algo recorrente durante o verão –, mas sem risco de um calorão histórico como o vivido em janeiro – foram, pelo menos, 14 dias com temperatura acima de 40°C em algum município do Estado.

– Devemos ter áreas com temperaturas acima da média, como Sul e Fronteira Oeste, porque estamos sob efeito do La Niña. Fevereiro continua com temperatura alta, mas sem desvios tão grandes quanto em janeiro – explica.

No Rio Grande do Sul, o La Niña provoca diminuição de chuva e aumento de temperatura. Na Fronteira Oeste, por exemplo, a cidade de Uruguaiana, que tem média de temperatura máxima de 30,5°C, deve registar três a quatro graus acima da média. Já na Campanha, Região Metropolitana, Região Central, Litoral e Extremo Sul o desvio deve ser de somente um grau. No caso de Porto Alegre, onde a média de máxima é de 30,2°C, a temperatura deve ficar na casa dos 31°C.

O motivo para essas temperaturas que, embora altas, são mais amenas do que as recentemente registradas no Estado é que, de acordo com a Climatempo, não há previsão de nenhum bloqueio atmosférico, que impede a entrada de frentes frias no Estado. 

 

Chuva

Os modelos meteorológicos indicam precipitação acima da média no Noroeste, que deve registar cerca de 30 milímetros acima do normal. Já as regiões Central, Leste, Oeste e Sul devem ter chuva dentro da média. Somente o Extremo Sul, na região do Chuí, deve receber menos chuva, com cerca de 30 milímetros abaixo do esperado para o mês.  Assim, a chuva fica na média ou abaixo dela na maior parte do Rio Grande do Sul, e a instabilidade deve ser espaçada e irregular.

De acordo com Carine Gama, apesar de a chuva voltar a ser mais frequente, a estiagem deve ser prolongada. A boa notícia é que o solo fica mais úmido e, com isso, aumenta a capacidade hídrica, o que pode contribuir para o plantio do milho de segunda safra. No caso da Região Metropolitana, não são descartados temporais como os registrados nesta segunda quinzena de janeiro. A instabilidade deve diminuir a partir de terça-feira (1º), com maiores janelas de tempo aberto. Mas quando a chuva vier, será de forma rápida e irregular.


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Sentinela – De olhar atento a todos os movimentos (Foto: Octacílio Freitas Dias)

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