Grupo Herval pretende lançar seu banco digital ainda em 2019

03/10/2019
Fonte: GaúchaZH / Marta Sfredo

Fonte: GaúchaZH / Marta Sfredo

O conglomerado já tem indústria, grandes redes de varejo – iPlace e taQi –, empresas que atuam de consórcios a construção, e quer mais. Ainda neste ano, o Grupo Herval, de Dois Irmãos, vai lançar seu banco digital. A informação é tão nova que nem foi definida a marca. Com faturamento anual por volta de R$ 3 bilhões, o grupo também começa a se internacionalizar: neste mês em que completa 60 anos, abre um centro de distribuição em Miami (EUA). Em maio, Agnelo Seger (foto) comprou a participação do último sócio remanescente e consolidou o controle em uma só família. Agora, estuda a ampliação das fábricas, na contramão do setor. Nesta entrevista à coluna de Marta Sfredo, no portal GaúchaZH, o diretor-presidente detalha esses planos.


Qual o novo passo do grupo?
Agnelo
– Ainda neste ano, vamos lançar um banco virtual, que será emissor da Visa, já fechamos parceria. Temos uma instituição por trás, a HS Financeira, regulada pelo Banco Central. O usuário terá conta, poderá fazer pagamentos, empréstimos, aplicações, tudo o que as fintechs fazem. Mas essa será diferente, por ter uma instituição financeira nossa por trás.


Quando deve abrir?
Agnelo
– Estamos em uma corrida contra o tempo, pois tivemos que mudar todo o sistema da financeira. Estamos trabalhando 24 horas por dia. Vamos iniciar neste ano, para fazer um bom final de ano, mas ainda não temos o dia certo. Como a Visa é internacional, temos de cumprir vários requisitos. Está saindo o nosso banco virtual.


Qual o investimento no banco virtual?
Agnelo
– Tem muitas necessidades em tecnologia e segurança de informação, marketing. Tem que fazer uma coisa por vez, vamos primeiro lançar na rede iPlace, depois na taQi, com possibilidade de oferecer crédito consignado, empréstimo pessoal. Para esta primeira etapa, o investimento passa de R$ 20 milhões no banco virtual.    


E a prometida unidade nos Estados Unidos?
Agnelo
– É um centro de distribuição que fica em Miami, na Flórida, que vai vender para Estados Unidos e Canadá. Fará vendas direto para lojistas, não para consumidores. Está recebendo os primeiros produtos. Na metade de outubro, iniciamos as operações, tem pessoas nossas morando lá. A Herval Corporation é uma semente que estamos lançando. A internacionalização é importante e pode funcionar tanto para exportar quanto para importar. Há oportunidades, principalmente no mercado americano, com a briga entre EUA e China. Espero que o custo Brasil não atrapalhe demais, vamos trabalhar para isso.  

Uma das intenções é substituir exportações chinesas?
Agnelo
– Um cliente de lá (EUA) vem nos visitar. Para isso, primeiro precisamos assinar um acordo de confidencialidade. É uma grande empresa. Só para receber a visita, é preciso assinar um acordo. Vejo oportunidade, sim, principalmente na linha premium. Querem estoque lá, entrega local e é isso que estamos fazendo. Esperamos que funcione e que renda boas vendas, pagamos para ver e estamos trabalhando para isso.  


Há planos de expansão para 2020?
Agnelo
– Ainda não podemos detalhar, mas estamos avaliando uma ampliação na linha industrial, aqui ou fora do Estado. Talvez um novo endereço, ou uma relocalização. Temos consultas para exportação, precisamos ver se são viáveis. Se forem, tem de aumentar a operação. Temos um problema: em Dois Irmãos, não existe mão de obra, se quisesse contratar cem pessoas amanhã, não poderia. Ainda buscamos pessoas em Parobé, temos custo alto para encontrar, não está fácil. Temos 19 venezuelanos trabalhando na fábrica, mão de obra muito qualificada. Talvez façamos algo (de ampliação) na planta de Pernambuco, talvez no Sudeste. Pode ser até em Dois Irmãos, temos área, terraplenagem feita há muitos anos, mas tem de considerar a proximidade do mercado, o que Estado oferece, o que existe.  


Houve alguma conversa com o governo do Estado?
Agnelo
– Estamos conversando, temos questões (relativas a incentivos) ainda de outros projetos, estamos realmente começando a tirar da gaveta, não é algo que inicia em quatro meses. Estamos olhando se vamos ampliar Pernambuco, se vamos para o Sudeste, que é mais perto do mercado.


Qual seria o tamanho dessa ampliação?
Agnelo
– Ainda não está definido. Hoje temos ociosidade ao redor de 30%, faltam pedidos. Mas precisamos ampliar, por exemplo, em móveis de madeira. Em todas as linhas, menos a de madeira, temos ociosidade. O custo logístico para o Sudeste é alto, o Rio Grande do Sul tem enorme desvantagem. Hoje tem custo adicional em relação a concorrentes de outros Estados entre 7% a 10%. Tem de repensar, não concentrar em um lugar só, ainda mais com dificuldades de mão de obra. Em Pernambuco, se quiser contratar cem funcionários, aparecem 500. Aqui, se anunciar cem, aparecem 20. Temos 7 mil funcionários entre indústria, comércio e serviços. Só na indústria, são entre 1,7 mil e 1,8 mil. Estamos pensando até em transferir capacidade para perto do mercado consumidor para ganhar na logística. Antes se exportava para a Argentina, agora está complicado.  


O grupo se mantém como maior distribuidor Apple na América do Sul?
Agnelo
– Sim, e crescendo. Estamos abrindo sete lojas da Apple. São duas flagships (lojas-conceito, que refletem imagem da marca) no Recife, uma no Rio Mar Shopping e outra no Shopping Recife, onde havia operações da Saraiva que estão fechando (a rede de livrarias operada com a marca iTown na revenda Apple). Ainda tem uma em Salvador e outras quatro em São Paulo, todas abrem até o final do ano. Então seguimos como maior distribuidor na América Latina. A Apple exige padrão, lojas exclusivas, e temos prioridade. Eles pediram que a gente abrisse no lugar dessas da Saraiva que fecharam. 


Também haverá expansão da taQi?
Agnelo
– Estamos fazendo uma reavaliação do mix de produtos, entre o final do ano e 2020. Estamos buscando novos pontos, mas ainda não tem nada definido, se vamos abrir uma, cinco ou 10 lojas. Estamos reformulando, como nos tornarmos mais importantes para o fornecedor, concentrando, melhorando pontos de vendas.


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