Um ano de grandes viradas e grandes inspirações, diz prefeita Tânia

10/09/2020
Tânia encerra seu segundo mandato em dezembro

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Seja na esfera pública ou na privada, tudo levava a crer que 2020 seria um ano de grandes avanços socioeconômicos. A expectativa levou menos de dois meses para se dissolver diante das notícias de um vírus ainda desconhecido e aterrorizante que chegavam da Ásia e da Europa. O primeiro caso no Brasil foi confirmado dia 26 de fevereiro – um homem de 61 anos, residente em São Paulo (SP), que tinha feito uma viagem para a Itália.
No Rio Grande do Sul, o movimento para combater a propagação do coronavírus se estabeleceu a partir da segunda quinzena de março – o primeiro caso gaúcho foi confirmado no dia 10, em um homem de 60 anos, morador de Campo Bom, igualmente com histórico de viagem para o país europeu. “2020 começou com uma expectativa muito boa. Em março, fomos pegos com surpresa e apreensão pela chegada da Covid-19 ao Estado. Ali, tivemos um grande medo do futuro, com indústrias, comércios e prestadores de serviços sofrendo um decréscimo em seu trabalho”, comenta a prefeita Tânia da Silva. “Em geral, houve desespero e um medo de morte nas pessoas. Vivemos 15 a 20 dias de muita desesperança”, recorda. Dois Irmãos teve a confirmação de um caso no dia 20 de março, que seria o primeiro, mas depois se descobriu que o resultado do exame dera falso positivo. O caso seguinte foi confirmado pela Secretaria da Saúde no início de abril. 
Desde então, uma série de desafios se impôs no dia a dia da comunidade, que se viu obrigada a incorporar novos hábitos à rotina e a enfrentar mazelas como o desemprego e a dor de perder pessoas próximas. “Vejo que esse ano será marcado pela resiliência, por adaptações a fatos novos em nossas vidas, por se reinventar. As palavras ‘força’ e ‘fé’ nunca foram tão importantes como agora. Está sendo um ano de grandes viradas e grandes inspirações. Um ano para os fortes: não os fortes fisicamente, mas os fortes psicologicamente, que têm as mentes abertas e que fazem a diferença em seus negócios, empreendimentos e nas suas vidas pessoais”, afirma a chefe do Poder Executivo.


Um aniversário diferente
A pandemia não permite a realização de uma solenidade festiva. Por isso, os 61 anos de emancipação foram marcados pelo lançamento de um vídeo sobre a história de Dois Irmãos no dia 10 de setembro, na página da prefeitura no YouTube e no site www.doisirmaos.rs.gov.br. “Temos sempre que agradecer, em primeiro lugar, aos nossos emancipadores, que tiveram a coragem de emancipar Dois Irmãos, assim como a todos os gestores que vieram depois. Também temos que agradecer a muitas pessoas que vieram de outros municípios e que junto a grandes empresários trouxeram desenvolvimento para a nossa cidade”, diz Tânia.
Nos últimos anos, é crescente o número de pessoas que escolhem o município para viver, muitos fugindo da agitação de grandes centros urbanos. “Dois Irmãos é uma cidade que ainda tem o gostinho do interior, mas com uma prosperidade muito grande. É um local em que temos escolas públicas de qualidade, saúde de qualidade e onde mantemos a nossa cultura”, enfatiza a prefeita. 


Chegando ao fim do ciclo
O turbulento ano de 2020 também marca a despedida de Tânia do cargo de prefeita. Ela assumiu em 2013, sendo reeleita em 2016. “Foram anos de muitos desafios, muitas crises, mas de grandes avanços na nossa cidade. Temos orgulho do que fizemos em Dois Irmãos”, afirma. “Conseguimos ampliar nossa rede de saúde; na educação, praticamente zeramos a espera de crianças por vagas de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias; e conseguimos construir a Emergência 24h ao lado do hospital, que nós pagamos efetivamente. Também tivemos muitas conquistas em mobilidade urbana; o Natal dos Anjos evoluiu, assim como o nosso Kerb, a Feira do Livro e outros eventos culturais e esportivos”, acrescenta.
O sentimento é de dever cumprido. “Posso dizer que a nossa trajetória na prefeitura é muito linda e que deixaremos um legado para a cidade: um legado de seriedade, de trabalho e de ir em frente, pois esse é o principal. Não temos o direito de ficar chorando por uma crise; temos o dever de levantar e seguir adiante. Exemplo são as empresas que se mantiveram aqui e as empresas que estão vindo e que vão trazer mais empregos para os dois-irmonenses”, conclui.


(Foto: Divulgação / PMDI)


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