Em três meses, Rio Grande do Sul perde 123,1 mil empregos formais

13/07/2020
Fonte: GaúchaZH

Fonte: GaúchaZH

Atingida em cheio pelo coronavírus, a economia gaúcha perdeu 123,1 mil empregos com carteira assinada em intervalo de três meses. Além de causar preocupação entre analistas, a destruição de vagas formais durante a pandemia reforça a projeção de que o mercado de trabalho tende a reagir em ritmo lento. Para chegar ao número de postos cortados, GaúchaZH cruzou dados ajustados do estoque do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. Esse indicador mede a quantidade de vagas com carteira assinada ativas em todo o país. Em fevereiro, antes de a covid-19 atingir os gaúchos, o Rio Grande do Sul tinha 2,549 milhões de postos formais em estoque. Três meses depois, em maio, o volume baixou para 2,426 milhões. Ou seja, houve redução de 4,8% no total de vagas com carteira assinada. Isso não quer dizer que todos os cortes tenham sido motivados pelo coronavírus, mas a covid-19 é apontada como a grande vilã do cenário. O primeiro caso de contaminação foi divulgado em 10 de março no Estado. A título de comparação, o número de vagas perdidas supera o tamanho da população de um município do porte de Bagé, na Campanha (121,1 mil habitantes). Também é maior do que a capacidade, somada, dos estádios Arena do Grêmio e Beira-Rio – cerca de 111,3 mil lugares.
– A questão é como repor os cortes em massa. Estamos falando de destruição de empregos, mas ainda não temos ideia da destruição de empresas. Com menos empresas, há menos possibilidades de as pessoas se recolocarem em um futuro próximo – ressalta Patrícia Palermo, economista-chefe da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio-RS).


4º MAIOR VOLUME DO PAÍS
Em números absolutos, o Rio Grande do Sul teve o quarto maior volume de vagas perdidas do país, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os paulistas registraram o corte mais expressivo (460,2 mil), indica o Caged. Já o estoque de empregos no país passou de 39,152 milhões, em fevereiro, para 37,664 milhões, em maio. Ou seja, houve perda de quase 1,5 milhão de postos no período.
– O impacto no mercado de trabalho mostra a magnitude da crise. No Rio Grande do Sul, onde há peso maior da agricultura, também tivemos estiagem – lembra o economista Ely José de Mattos, professor da Escola de Negócios da PUCRS.


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