Luta indígena é adaptada à oficina no Projeto Global

15/07/2019
Turma de jiu-jitsu, do professor Anderson

Turma de jiu-jitsu, do professor Anderson

Por Nicole Rückert*


O Brasil é um país multicultural, e tem grande influência indígena na formação de sua cultura. Um dos traços dos povos indígenas do Xingu e do Bakairi, na região Norte do país, é a luta ritual conhecida como Huka Huka, geralmente praticada durante o Festival do Quarup, com o intuito de homenagear os antepassados falecidos e testar a força dos jovens da aldeia. 
Com o objetivo de aproximar os alunos destes costumes, o Projeto Global oportunizou, durante os meses de março e abril, aulas de Huka Huka para os cerca de 200 alunos do 4º ao 6º ano. Elas ocorreram durante as oficinas de Jiu-jitsu e Capoeira Educativa, ministradas, respectivamente, pelos professores Anderson Machado Pereira e Fábio Maciel. Anderson teve a ideia de unir as duas, pois, segundo ele, assim como a capoeira e o jiu-jitsu, a Huka Huka também faz parte da cultura brasileira.
A ideia surgiu após analisar a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que implementa lutas como um dos conteúdos a serem abordados nas aulas de Educação Física; e uma das sugestões foi, justamente, a Huka Huka. Foi com o auxílio de vídeos, e em parceria com o capoeirista Fábio, que Anderson criou uma releitura da Huka Huka adaptada à realidade do projeto. O uso do kimono, por exemplo, foi uma das adaptações; uma vez que na Huka Huka tradicional ele não é usado pelos indígenas. Segundo Anderson, as tribos usam vestimentas tradicionais da sua cultura, assim como as pinturas corporais.  
Ao longo de dois meses, os alunos participaram de aulas teóricas, práticas e técnicas, duas vezes por semana, onde aprenderam sobre a luta e suas regras. O encerramento foi marcado por um torneio de Huka Huka, no dia 23 de abril, que envolveu meninos e meninas, que lutaram entre si, divididos em sete categorias estabelecidas de acordo com o peso de cada um. 
A proposta foi bem aceita pelos alunos, que ficaram empolgados ao fazer sua pesagem e participar do torneio. “Foi uma boa forma de abordar cultura indígena e a luta juntas”, afirma o professor Anderson, ressaltando o desejo de realizar uma segunda edição do projeto no próximo ano.


* Nicole Rückert, de 18 anos, é aluna do 3º ano do Ensino Médio da escola estadual Décio Martins Costa, de Picada Café. De 8 a 12 de julho, acompanhou o dia a dia dos profissionais do Jornal Dois Irmãos e também produzia esta matéria, sobre uma das iniciativas do Projeto Global.

 

 


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