Ricardo Scholl fala sobre a construção da sede da APAE e destaca papel do Poder Legislativo

02/11/2021
Ele presidiu a comissão de construção do prédio

Ele presidiu a comissão de construção do prédio

A comunidade de Dois Irmãos teve um papel protagonista para que a APAE pudesse existir no município. Luiz Ricardo Scholl presidiu a comissão de construção do prédio da entidade e contou em entrevista ao JDI como a Câmara de Vereadores também teve um papel essencial na obra.

No ano de 1994, a prefeitura fez o projeto da construção e o terreno já estava destinado, porém era preciso arrecadar fundos para a iniciativa, fazer licitações e coordenar a obra. Para isso, foram criadas duas comissões, a comissão para arrecadação de fundos e a comissão de construção, sendo os vereadores responsáveis pelas atividades desenvolvidas. Na época, o presidente do Poder Legislativo era Sérgio Fink, e Ricardo ficou como presidente da comissão de construção, um trabalho que desenvolveu de forma voluntária.

Uma curiosidade que mudou o rumo das coisas foi quando Ricardo visitou o fundador da Herval, seu Felippe Seger (in memoriam). “Fui comentar com ele que teríamos uma reunião e que o terreno estava destinado para a APAE, mas que a coisa nunca saía do papel. No mesmo instante ele disse que iria doar 100 sacos de cimento”, relembra. “Aí eu pensei, para não precisarmos lidar com dinheiro de doações, as pessoas passariam nas lojas de material de construção e comprariam cimento para a obra. Então o Felippe disse que iria doar 200 sacos se fizéssemos essa campanha na Herval também”, acrescenta.

Assim, o cimento comprado foi usado como moeda e foi trocado por tijolos e todos os materiais necessários para construção. “É importante frisar que naquela época o saco de cimento não era um item barato de se adquirir, mas que mesmo assim foi arrecadado um alto número de doações dos moradores e empresas”, destaca.

 

Busca por doações

Quem ia conversar para conseguir doações com os empresários eram Sérgio Fink e Ricardo Scholl. Os dois usavam o argumento de que o fundador da Herval havia doado 200 sacos, fazendo com que as grandes empresas e fábricas doassem quantidades semelhantes. “Até usamos isso depois como poder de pressão e sugestão com outros empresários”, diz Ricardo, entre risadas.

Em relação à construção, ele comenta que a localização do terreno era boa, no entanto foi uma obra de difícil execução por se localizar em um banhado. Foi preciso aterrar, colocar brita e fazer o estaqueamento para conseguir erguer a sede.

 

Participação comunitária

Os vereadores também organizaram bingos em todos os bairros para arrecadação de fundos para a entidade. Segundo Ricardo, os bingos ficavam lotados de pessoas que estavam dispostas a ajudar, e um diferencial nessas arrecadações foi a transparência, com um caderno organizando as entradas de cimento e uma conta no banco separada para os valores em dinheiro.

Para Ricardo, a entidade existe hoje graças ao esforço coletivo. “A causa era muito nobre, tanto que toda a cidade a abraçou. Eu participei de outras campanhas, mas nada como aquilo. Foi uma época boa, havia um espírito forte de coletividade em Dois Irmãos”, conclui. 


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