Fonte: Zero Hora / Foto: Pixabay
Entre janeiro e junho deste ano, o Rio Grande do Sul abriu 76,4 mil postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta segunda-feira (4). O saldo é resultado de 889.135 admissões e 812.767 demissões no período, e representa um crescimento de 103% em relação ao primeiro semestre de 2024, quando foram criadas 37,5 mil vagas formais.
O Estado ficou na quinta colocação nacional em geração de empregos no acumulado do ano, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. A Região Sul, com 250.968 novas vagas, ficou em segundo lugar entre as regiões do país, atrás apenas do Sudeste, que somou 580.397 empregos formais.
Para o secretário estadual do Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, a recuperação econômica do RS passa por ações voltadas à qualificação de trabalhadores, microempreendedores e jovens — o grupo com maior taxa de desemprego.
Desempenho em junho
No mês de junho, o Estado registrou saldo positivo de 2.443 empregos formais. Foram 123.412 contratações e 120.969 desligamentos. O número representa uma recuperação expressiva em relação a junho de 2024, quando o saldo havia sido negativo (-8.630) por conta dos impactos das enchentes.
As cidades com maior geração de empregos formais em junho foram Porto Alegre (534), Vacaria (506), Canoas (465), Gramado (296) e Vera Cruz (296).
Entre os setores, o de serviços liderou a criação de vagas no mês, com 2.929 novos postos. O comércio gerou 642 vagas e a construção, 10. Já agropecuária e indústria fecharam o mês no vermelho, com saldos negativos de 196 e 942 postos de trabalho, respectivamente.
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Brasil criou 166,6 mil empregos formais em junho, aponta Caged
Em junho de 2025, a economia brasileira criou 166.621 postos de trabalho com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No mês, foram registradas 2.139.182 contratações e 1.972.561 demissões.
Em junho deste ano, todos os cinco principais setores da economia tiveram resultado positivo. O destaque foi para o setor de Serviços, especialmente nas áreas de informação, comunicação, finanças, imobiliário, atividades profissionais e administrativas, que somaram 41.477 vagas no mês.
Desempenho:
Serviços: +77.057 novas vagas (+0,33%)
Comércio: +32.938 empregos (+0,31%)
Agropecuária: +25.833 (+1,38%)
Indústria: +20.105 (+0,22%)
Construção: +10.665 (+0,35%)
No mês, 26 dos 27 Estados brasileiros registraram aumento no número de empregos formais. Os maiores saldos absolutos foram em São Paulo (+40.089 vagas), Minas Gerais (+24.228) e Rio de Janeiro (+15.363). Quando considerada a proporção de crescimento, os destaques foram Amapá (+1,29%), Mato Grosso (+0,96%) e Maranhão (+0,93%).
Do total de empregos criados, 75,8% foram vagas típicas (contratos formais tradicionais) e 24,2% vagas não típicas, como contratações por pessoas físicas equiparadas a empresas — CAEPF (+14.758) — e trabalhadores temporários (+11.643).
Nos últimos 12 meses, de julho de 2024 a junho de 2025, o Brasil criou 1.590.911 empregos com carteira assinada. O número é um pouco menor que o registrado no período anterior (julho de 2023 a junho de 2024), quando foram gerados 1.735.145 postos.
Acumulado do ano
No primeiro semestre de 2025, o Brasil criou 1.222.591 empregos com carteira assinada, um crescimento de 2,59% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, o país chegou a 48.419.937 postos formais de trabalho.
Todos os setores da economia tiveram saldo positivo. O destaque foi o setor de Serviços, que abriu 643.021 vagas (+2,8%). Em seguida veio a Indústria, com 229.858 vagas (+2,6%), puxada pela fabricação de produtos alimentícios (+30.793). A Construção Civil registrou 159.440 novos postos (+5,6%), a Agropecuária, 99.393 (+5,5%) e o Comércio, 90.876 (+0,9%).
Entre os Estados, São Paulo liderou a geração de empregos no semestre, com 349.904 novas vagas (+2,4%), seguido por Minas Gerais (+149.282 ou +3,0%) e Paraná (+94.219 ou +2,9%). Em termos proporcionais, os maiores crescimentos foram no Amapá (+4,69%), Mato Grosso (+4,4%) e Goiás (+4,1%).
Salários
Em junho de 2025, o salário médio de quem começou um novo emprego foi de R$ 2.278,37. Isso representa um aumento de R$ 24,48 (+1,09%) em relação a maio, quando o valor foi de R$ 2.253,89. Comparado a junho do ano passado, o crescimento foi de R$ 28,76 (+1,28%), já considerando o ajuste para as variações típicas do mês.
Grupos populacionais
No mês, foram criados mais empregos para homens (+90.035) do que para mulheres (+76.586). No entanto, elas tiveram mais contratações nos setores de serviços (+44.748 contra +32.309 dos homens) e no comércio (+18.608 contra +14.330).
Entre os jovens de 18 a 24 anos, foram abertas 102.328 vagas, e para adolescentes de até 17 anos, o saldo foi de 24.963 postos. No caso dos aprendizes dessa faixa etária, foram geradas 12.598 vagas.
Também houve crescimento do emprego para pessoas com Ensino Médio completo (+124.139) e incompleto (+19.326). Para a População com Deficiência, o saldo foi positivo em 578 postos de trabalho.