De Jerry Cats a Onlyone: Patrícia Braun e sua singularidade e talento musical

07/07/2025
Banda Onlyone (Fotos: Divulgação)

Banda Onlyone (Fotos: Divulgação)

Há sete anos, nascia a Onlyone, banda de rock dois-irmonense fundada pela cantora e multi-instrumentista Patrícia Braun (41), baterista Júlio Capeletti (37), baixista Jair Tossin (50) e guitarrista e produtor musical Rafael Braun (35).

Mais do que um simples projeto, era a realização de um sonho de infância. Patrícia, seu irmão Rafael e seu primo Júlio cresceram brincando de formar uma banda. “Eu cantava e tocava violão, eles batiam em latas. Era nossa diversão”, lembra a vocalista.

De 2018 até hoje, a Onlyone trabalha para manter a sua essência jovial, ainda que sofra mudanças, levando música de qualidade ao público. No início, segundo Patrícia, a banda iniciou com o rock dos anos 80 e 90, expandindo, em seguida, seu repertório para agradar diferentes ouvintes. Além disso, realizam ensaios semanais para aprimorarem suas habilidades. “Sempre estudamos para evoluir, assim, cada um pode colaborar e contribuir com sua experiência”, diz Patrícia.

Nesse processo de transformação, diversos músicos entraram e saíram, e a formação sofreu mudanças. Dueini Sturm, primeiro vocalista masculino do grupo, saiu em 2020, e Deividi Braun o sucedeu. Jair, Júlio e Deividi saíram em 2023, em períodos diferentes do ano. Com todos os quatro deixando saudades e legado para a Onlyone, hoje a banda consolida-se com Patrícia Braun (vocal), Gabriel Martins (vocal), Rafael Braun (guitarra), Cleber Miller (guitarra), Jaílson Tavares (baixo) e Vinny Moicano (bateria).

 

O jeito “Onlyone” de ser

O nome “Onlyone” (“apenas um”, em português) reflete a singularidade do grupo, que emerge do intrínseco companheirismo partilhado pelos membros e da escassez de bandas com vocais femininos na época, tornando-os únicos. “Quando criamos, poucas bandas tinham vocal feminino. Justamente por isso, éramos apenas um”, explica Patrícia.

Com shows em mais de 20 cidades gaúchas, desde Porto Alegre a Novo Hamburgo, Lajeado, São Leopoldo até Gramado e os mais variados lugares, a banda ainda prefere tocar em Dois Irmãos. “Já percorremos o estado, mas o melhor show sempre será no município”, afirma.

 

Trajetória musical

A trajetória de Patrícia começou cedo, e a inspiração, assim como talento, já eram inerentes. Aos sete anos, já tocava violão e cantava em casa, por horas. Mais tarde, integrou o coral de Dois Irmãos e estudou técnica vocal em Novo Hamburgo. “Acredito que qualquer pessoa consiga aprender a tocar instrumentos musicais, mas cantar é diferente. Vem de dentro, vem da alma, então se você sente isso, vá atrás”, incentiva.

Antes da Onlyone, Patrícia passou por estágios diferentes dentro a música. No início dos anos 2000, juntou-se à sua amiga Débora Lehnen e formaram a dupla Jerry Cats, que atuou até 2004, se apresentando em pubs e bares da cidade. Naquela época, conheceu e dividiu palco com Jair, que 14 anos depois, participaria da fundação da Onlyone.

Através de toda a sua trajetória, Patrícia destaca a importância da família e da cidade em sua carreira. “Agradeço à minha mãe, Sara, minha avó Noemy e meu padrinho Cleomar pelo apoio. E à cidade, que promove a música. É algo divino, é união: é a música”, finaliza.


Patrícia Braun


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