Márcia, Raíssa e Tamíris
Criadas em 1973, as Olimpíadas Especiais das Apaes têm como objetivo promover o desenvolvimento integral e a inclusão social das pessoas com deficiência por meio do esporte. O evento, de caráter estatutário, é executado pela Fenapaes (Apae Brasil), com apoio das Feapaes estaduais e da Apae anfitriã, e ocorre a cada três anos.
Mais do que competições, as Olimpíadas representam um espaço de união, convivência e superação, fortalecendo o espírito do Movimento Apae em todo o país. Após 41 anos, Brasília (DF), é berço das competições, recebendo a edição nacional do maior evento esportivo da Rede Apae. O evento começou na segunda-feira (8) e segue até sábado (13).
São mais de 1,8 mil participantes de todo o país, juntando técnicos, acompanhantes e atletas com deficiência intelectual, que competirão com garra e muita força, mostrando que os esportes são para todos.
As disputas ocorrem em dez modalidades, sendo cinco individuais – atletismo, natação, tênis de mesa, ginástica rítmica e bocha paralímpica – e cinco coletivas – futsal, basquete, handebol, futebol society e capoeira.
DOIS IRMÃOS
Dentre os atletas de todo o Brasil, representa a Apae de Dois Irmãos, com mérito e muito treinamento, a usuária Raíssa Laís Machado, acompanhada da profissional de Educação Física Tamíris Wust. Raíssa participa das modalidades de Revezamento 4x100 Down – Feminino, e Salto em Distância Down – Feminino.
Raíssa se classificou para as Olimpíadas após ter disputado a etapa estadual em Canoas, em maio. “Quando soubemos que ela foi escolhida, não sabíamos o que fazer – ‘vai, não vai’ –, foi uma surpresa na hora”, comenta a mãe de Raíssa, Márcia Machado.
Para a atleta da Apae, ser classificada para participar das Olimpíadas é motivo de ansiedade, mas ao mesmo tempo se sente feliz e contente. “Estou confiante, é um trabalho conjunto com a professora Tamíris”, conta
A professora sente orgulho ao ter uma de suas alunas prontas para representar Dois Irmãos nas Olimpíadas. “Eu jamais imaginei que eu, como profissional, poderia alcançar esse marco, é muito orgulho de nós, da Raíssa e meu. É um evento elevado, não conseguia acreditar, era uma mistura de sentimentos, mas sabíamos que ela poderia ir além”, se emociona.
A mãe de Raíssa comenta sobre o histórico da filha nos esportes. “Ela quis fundar um time de futsal feminino na Apae, tivemos que ir atrás de diversas coisas, e foi maior ainda a felicidade ao descobrir que a treinadora seria uma mulher. Ela tem muito espírito esportivo e com certeza está pronta para competir”, se orgulha.
O LEMA DE RAÍSSA
Márcia comenta que a filha é persistente e não desiste até que consiga realizar o que deseja. “Tem momentos que ela não deixa de praticar, sabemos até quando está pensando naquilo que tanto treina: ela encara o teto e fica lá por um tempo, até que volta à prática”, relata.
A atleta é movida por seu dilema, esse que a nunca faz desistir e continuar sempre praticando. “Meu lema é: se os outros conseguem, eu também consigo”, finaliza.
Raíssa é mais um dos exemplos da força do povo dois-irmonense, juntando torcida familiar, da Apae – colegas, coordenação e amigos – e da comunidade. Ela também representa a inclusão dos esportes, mostrando que pessoas com deficiência podem ir tão longe quanto qualquer um.
Para ficar por dentro e torcer pela Raíssa, acompanhe o perfil oficial da Apae no Instagram: @apaedi.rs.