(Imagem: Divulgação)
A profissional de Psicologia Bruna Meller, do projeto “Adolescer em Cena”, conhecido também como projeto de teatro da ONG Assis, de Dois Irmãos, realizou uma dinâmica com adolescentes com o objetivo de promover reflexão sobre escolhas de amizade e para promoção da inclusão, em alusão ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo (2/4).
A atividade evidenciou comportamentos sociais e preconceitos implícitos, abrindo espaço para diálogo e educação sobre diversidade e acessibilidade social. Como objetivo, pensou-se em sensibilizar os adolescentes sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências, além de promover reflexão crítica sobre critérios de escolha de amizades e estimular a empatia, respeito e práticas inclusivas no ambiente escolar.
METODOLOGIA DA ATIVIDADE
– Público: 27 adolescente(s) de 10 a 15 anos.
– Materiais: cartões com perfis fictícios de adolescentes (contendo características e aparências variadas, interesses e, em alguns perfis, indicação de diagnóstico de TEA ou outras deficiências).
– Procedimento: os participantes foram convidados a formar grupos de amizade a partir da escolha dos perfis expostos. Em seguida, foi realizada uma roda de conversa para refletir sobre as escolhas, motivos e percepções.
RESULTADOS
Foi observado que perfis com indicação de TEA e outras deficiências foram, majoritariamente, menos escolhidos para compor grupos. As justificativas dadas pelos adolescentes incluíram similaridade de interesses e desconforto diante de diferenças comportamentais.
Esta atividade revelou lacunas de conhecimento sobre TEA e preconceitos implícitos que influenciam interações sociais. A dinâmica mostrou que a aceitação social entre adolescentes ainda é fortemente mediada por fatores de semelhança e desconhecimento.
E o momento de problematização possibilitou início de ressignificação de atitudes: muitos participantes reconheceram vieses e demonstraram abertura para atitudes mais inclusivas.
A dinâmica possibilitou um olhar sensível e ideias criativas a fim de implementar ações educativas regulares sobre TEA e outras deficiências, com foco em empatia e estratégias concretas de convivência. Todas as propostas são pensadas para promover atividades colaborativas que favoreçam interação entre os participantes do projeto com diferentes perfis.