Curta-metragem “O Vale do Diabo” faz sucesso e movimenta Dois Irmãos

24/10/2025
(Fotos: Divulgação)

(Fotos: Divulgação)

O curta-metragem “O Vale do Diabo”, dirigido por Eduardo Abreu, teve sua estreia no dia 3 de outubro, no Espaço Cultural Antiga Matriz (ECAM), e reuniu a comunidade dois-irmonense numa noite cheia de gargalhadas e conhecimento.

Eduardo, 25 anos, teve seu primeiro contato com a história do Menino Diabo em 2019, e desde então sempre teve a vontade de contar os relatos através da melhor forma, uma produção audiovisual. Segundo ele, ter a obra gravada em Dois Irmãos fez despertar orgulho da cidade entre parte do público dois-irmonense, e também o faz se sentir sortudo por ter o projeto aprovado para o edital. “O valor ficou ainda mais evidente conforme as reações iniciais, então eu tenho um apreço especial por ter sido gravado aqui”, conta.

A resposta do público tem sido positiva, o que deixa o diretor surpreso e muito feliz. “Houve reações extremamente positivas e comentários específicos que me deixaram muito alegre. As pessoas que me conhecem elogiam, mas é melhor ainda ouvir esses comentários das que não me conhecem”, relata.

O diretor comenta que a quantidade de pessoas no dia da estreia não o deixou tão surpreso. “Eu estava incerto sobre o público que teria, porque ouvi de pessoas que essas trariam suas famílias, e meu medo foi, na verdade, que não houvesse cadeiras suficientes. Se fosse em torno de 100 pessoas eu não me surpreenderia, mas também estava preparado para mais de 200, por não saber o que esperar”, explica.

Ele revela que nem tudo ocorreu da melhor forma. “Durante as gravações, tivemos atrasos graves, já que tínhamos três dias para gravar as filmagens principais, além de outros contratempos e alguns sacrifícios de planos que eu tive de fazer”, lamenta.

 

Situações inusitadas e fatos curiosos

Apesar de algumas coisas terem acontecido como não deviam, situações inusitadas e que alegraram a todos também aconteceram. “Havia uma cena que era muito difícil de ser gravada, mas conseguimos de primeira. Eu falei para o ator Juliano – Menino Diabo, ‘deixe o chapéu bem na beirada da cabeça, respire fundo e incline o corpo para o chapéu cair’, e deu tudo certo, não só de primeira, como o chapéu caiu da melhor forma possível”, relembra.

Eduardo também revela que uma das falas mais engraçadas não estava no roteiro. “É curioso porque a fala veio sem pretensão, e eu ouvi ao acaso. O Cristiano – Mathias Mombach falou ‘eu achei que ele tava sentado, mas ele tava de pé’, e foi tão sagaz da parte dele que eu deixei no curta”, compartilha.

A pós-produção contrasta o sentimento de felicidade que Eduardo sente em gravar. “Cada diretor tem uma relação distinta com as diferentes partes da produção de um filme. Eu gosto muito da gravação em si, de ver os atores no set e a câmera pronta, mas a pós-produção é angustiante para mim, tanto por ser longa, quanto por ter que ver o que é ou não possível de fazer depois de tudo já gravado”, revela.

O projeto contou com um ano inteiro de trabalho, com pesquisas bibliográficas aprofundadas, além de diversas informações trocadas de forma oral com historiadores e descendentes de pessoas que viveram na época dos terrores do Menino Diabo.

 

Conheça a bibliografia utilizada

“História de Dois Irmãos: Passado e Presente” – Justino Antônio Vier; “São Miguel dos Dois Irmãos: O Primeiro Século de História” – Felipe Kuhn Braun; “A História De Walachai” – João Benno Wendling; “A Saga Dos Alemães: Do Hunsrück Para Santa Maria Do Mundo Novo” – Erni Guilherme Engelmann; “Deitando Raízes, Crônica de Bom Jardim (Ivoti)” – Pe. Carl Schlitz.

 

Conheça os atores participantes

Oscar Simch, Ida Celina Weber Silveira, Juliano Rocha Rangel, Cristiano Schenkel, Paulo Roberto Farias, Anastacia Bourscheid e Camyle Müller Neckel.

 

Próximo local de exibição

A última sessão pública do curta-metragem será no domingo (26), na Praça CEU, no bairro Bela Vista, às 19h. O rumo da obra será em festivais, nos quais, segundo Eduardo, poderá circular por entre um a dois anos.


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