Spaten Pro: Ambev aposta em cerveja com proteína para conquistar consumidor fitness

25/07/2026
Fonte: Exame / Fotos: Divulgação

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Na corrida para conquistar um consumidor cada vez mais preocupado com saúde e bem-estar, a Ambev aposta em uma nova categoria: a cerveja com proteína. A companhia anunciou no último dia 23 o lançamento da Spaten Pro, uma cerveja do estilo alemão Munich Dunkel, com menos de 100 calorias, sem álcool e enriquecida com 10 gramas de proteína por unidade (lata de 350 ml).

O produto chega inicialmente a São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de agosto, com vendas em mercados e também pelo Zé Delivery. Segundo a Ambev, a ideia é que os primeiros meses funcionem como um projeto-piloto para analisar a aceitação do mercado.

Desenvolvida no Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev, no Rio de Janeiro, essa é a primeira cerveja proteica do ecossistema global da AB InBev.

“A Spaten Pro é um projeto desenvolvido 100% no Brasil. Mas, dentro da empresa, a discussão sobre produtos com proteína já acontece em diversos países. O Brasil é o mercado piloto dessa inovação”, diz Daniel Waks, vice-presidente de marketing da Ambev, durante a coletiva que apresentou a novidade para jornalistas e cervejeiros convidados.

 

Mais equilíbrio e atenção aos rótulos

A chegada da Spaten Pro responde a uma tendência crescente de escolhas equilibradas, em que o consumidor busca produtos que se encaixem em sua rotina. Nos últimos anos, cervejas sem álcool, produtos com menos calorias e opções funcionais passaram de nicho para uma das principais apostas da indústria.

Segundo dados da Euromonitor, os brasileiros devem consumir cerca de 885 milhões de litros de cerveja sem álcool em 2026. O número é quase sete vezes maior que o volume registrado em 2019. A proposta da Ambev, portanto, é ampliar as possibilidades de escolha para esses consumidores e expandir as ocasiões de consumo. Hoje, a companhia conta com um “portfólio de opções equilibradas”, que reúne marcas como Stella Artois Pure Gold, Michelob Ultra, Corona Cero e Skol Zero Zero.

No caso da Spaten Pro, Waks explica que a cerveja mira um público que já consome proteína, mas busca versatilidade. A ideia é que o produto seja uma adição à dieta, e não necessariamente uma substituição a outros suplementos. “Quanto mais opções conseguirmos oferecer, capazes de acompanhar esses diferentes momentos, mais fortalecemos a categoria cervejeira como um todo”, avalia.

Mais atentos ao que consomem, esses clientes também têm hábitos específicos, como a leitura dos rótulos. Por isso, a Spaten Pro destaca na lata a informação “zero gordura”, embora, tecnicamente, toda cerveja seja isenta de gordura. “Nem todo mundo sabe que a cerveja não tem gordura. Enfatizar isso no rótulo da Spaten Pro é também uma maneira de educar as pessoas para elas entenderem mais sobre o que consomem”, diz o executivo.

 

Uma cerveja escura

Embora a Spaten seja conhecida no Brasil por sua lager clara, a versão sem álcool e proteica chega como uma Munich Dunkel, cerveja escura com notas de malte tostado, caramelo, baunilha e cacau.

Em conversa com a EXAME, Daniel Waks afirma que a decisão por uma cerveja escura foi técnica. Ao longo do desenvolvimento, mais de 100 protótipos foram produzidos até chegar à fórmula final. “Queríamos fazer uma cerveja muito boa e de altíssima qualidade. Entre todos os protótipos que desenvolvemos, foi a Munich Dunkel que preservou melhor essa combinação entre proteína e sabor.”

Para o executivo, a novidade também ajuda a ampliar o conhecimento dos consumidores sobre diferentes estilos cervejeiros. “O produto acaba sendo uma oportunidade para educar sobre cerveja, mostrar que existem diferentes estilos e contar um pouco dessa cultura”, diz Waks.

 

Um projeto de cinco anos

Segundo Lucas Dato, diretor do CIT, a Spaten Pro foi desenvolvida ao longo de cinco anos no espaço que funciona como um laboratório de inovação da Ambev.

Localizado no Parque Tecnológico da UFRJ, o centro foi inaugurado em 2018, após um investimento de R$ 180 milhões, e reúne mestres cervejeiros, engenheiros, químicos, microbiologistas e pesquisadores que trabalham em parceria com universidades e integram a rede global de inovação da AB InBev.

Anualmente, o CIT realiza cerca de 50 pesquisas com consumidores, envolvendo mais de 3 mil participantes, para identificar mudanças de comportamento, validar conceitos e testar produtos antes da produção em escala industrial. Foi ali que também surgiram produtos como Stella Pure Gold, Skol Zero Zero, Corona Cero e Guaraná Antarctica Zero com Fibras.

“A missão do CIT é preparar a Ambev e a indústria de bebidas para o futuro. Isso significa entender para onde o comportamento do consumidor está caminhando e transformar esse conhecimento em tecnologias, produtos e processos”, afirma Dato.

 

Spaten Pro no mercado

O centro funciona apenas para o desenvolvimento dos novos produtos. Lançada oficialmente, agora a Spaten Pro passa a ser produzida na fábrica de Ribeirão Preto (SP).

O produto tem preço previsto entre R$ 10 e R$ 13 por lata de 350 ml, e a expansão nacional dependerá dos resultados obtidos nessa primeira fase. “Nosso processo de inovação não termina quando o produto chega às prateleiras. Agora começa uma etapa intensa de aprendizado. Podemos ajustar, evoluir e melhorar a partir da resposta do consumidor”, finaliza Waks.


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