Por que neste ano se vota duas vezes para senador? Entenda e evite erros

26/08/2026
Fonte: GZH / Foto: Carolina Curi/Agência Senado

Fonte: GZH / Foto: Carolina Curi/Agência Senado

Nas eleições gerais de 2026, um dos cargos em disputa é o de senador. Em 4 de outubro, os eleitores irão às urnas para escolher dois candidatos distintos para representarem sua unidade federativa no Senado, em Brasília.

Portanto, é preciso atenção na urna: ao contrário dos outros cargos, para o Senado o eleitor vota duas vezes em candidatos diferentes. Caso se coloque duas vezes o mesmo número, o segundo voto será anulado.

O cargo de senador é decidido por meio do sistema majoritário, em que os dois candidatos mais votados em cada Estado e no Distrito Federal são eleitos diretamente, sem segundo turno, pois os concorrentes não precisam atingir o mínimo de 50% dos votos válidos. Votos brancos e nulos são desconsiderados.

Em todo o país, 315 candidatos disputam as vagas. No Rio Grande do Sul, são 13 pessoas concorrendo ao cargo.

 

Como funciona a eleição para senador?

Cada unidade da federação tem três senadores, e o mandato de cada um dura oito anos. Por isso, as vagas são renovadas de forma escalonada.

Nas eleições de 2026, serão escolhidos dois senadores por Estado e pelo DF, representando uma mudança de dois terços das vagas (54 parlamentares) no Senado. Já nas eleições de 2030, será escolhido apenas um candidato por Estado, o que representa mudança de um terço das cadeiras (27 parlamentares).

 

Como é a votação?

A votação dos eleitores é nominal, ou seja, é preciso digitar o número do candidato (três dígitos). Diferentemente do que ocorre nas eleições proporcionais para deputado, não é permitido votar apenas na legenda partidária ou na federação. Se o eleitor tentar, o voto será considerado nulo para o cargo.

Como a eleição para o Senado terá duas vagas em disputa, o eleitor precisa escolher dois candidatos diferentes. Caso digite o mesmo número nas duas opções, o segundo voto será automaticamente anulado pelo sistema.

Ao digitar o número do candidato, a urna eletrônica exibe o nome, a fotografia, o cargo em disputa e a sigla do partido político, permitindo a conferência das informações antes da confirmação do voto. Essa regra está prevista no artigo 142 da Resolução TSE nº 23.751/2026. Cada eleitor só pode votar em candidatos do seu Estado de domicílio eleitoral.

 

O que faz um senador?

Os senadores são agentes públicos que podem sugerir projetos de leis — que são avaliados por comissões de outros senadores, pela Câmara dos Deputados, e por fim, pelo presidente da República. Existem comissões de saúde, educação, segurança e outros temas importantes para a sociedade.

Se houver veto do texto pelo presidente, o projeto de lei é novamente avaliado, aí por todos os senadores e pelos deputados. Se decidirem que a proposta é coerente, eles derrubam o veto presidencial.

Empréstimos internacionais realizados pelos governos estaduais e por prefeitos precisam passar pela aprovação do Senado. O senador trabalha em Brasília e também junto com o presidente em outras funções, como na aprovação de indicações de cargos importantes — a nomeação do procurador-geral da República é um dos casos que precisa ter a aprovação dos senadores, assim como as indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF).

É de competência do Senado, ainda, julgar o presidente quando há crime de responsabilidade, mas isso só acontece com autorização da Câmara dos Deputados.

 

Senador tem suplente?

Uma peculiaridade do Senado em relação à Câmara dos Deputados é de que o senador, por ser eleito em eleição majoritária, tem suplentes fixos. Cada senador é eleito com dois suplentes na chapa.

Já na Câmara, os suplentes são os deputados não eleitos por cada partido ou coligação, segundo a votação que conseguiram. E podem assumir os mandatos durante a legislatura de quatro anos, em casos de vacância ou licença dos titulares, como ocorre no Senado com os suplentes fixos.

 

Quanto ganha um senador?

Em 2026, o salário-base de um senador é R$ 46.366,19, o que corresponde ao teto do funcionalismo público brasileiro. Conforme o Decreto Legislativo nº 172/2022, essa é também a remuneração prevista para o presidente e o vice-presidente da República, ministros de Estado e membros do Congresso Nacional.

Além do salário-base, os senadores também tem direito a: imóveis funcionais e auxílio-moradia; pagamentos e devoluções de diárias; assistência à saúde; gastos com combustível; gastos com telegramas. Todas as despesas estão disponíveis para acesso no Portal da Transparência: https://www12.senado.leg.br/transparencia/sen/senadores.


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