Gaspar, Hiratan e Zucco (Fonte: Amvag / Foto: Divulgação)
O presidente da Associação dos Municípios do Vale Germânico – Amvag, Gaspar Behne, esteve na tarde de quarta-feira (25) na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte – DNIT, para cobrar do órgão intervenções a curto prazo em trechos considerados críticos da BR-116.
Em reunião com o Superintendente Regional do órgão, engenheiro Hiratan Pinheiro da Silva, o prefeito de Lindolfo Collor explanou sobre os riscos da rodovia, principalmente no trecho entre Estância Velha e Ivoti, mais especificamente onde há redução do número de pistas. Além de medidas para resolver os problemas relacionados à sinalização precária, Gaspar expôs a necessidade de intervenções para tornar mais seguro o entra e sai de caminhões de empresas instaladas à margem da rodovia no perímetro de Estância Velha e também para reduzir a velocidade dos veículos. “A imprudência causa acidentes, mas uma pista mal sinalizada e com problemas estruturais potencializa esse risco”, justificou o presidente.
Na reunião, que teve a participação do deputado estadual Rodrigo Zucco, o superintende do DNIT justificou dificuldades contratuais relacionadas às intervenções mais imediatas, tendo em vista que o contrato com a empresa responsável pela manutenção da rodovia esgotou o quantitativo contratado. Uma renovação está prevista para o próximo semestre, quando será possível definir prazos.
De forma paliativa, um trevo binário para coordenar o acesso de veículos seria uma alternativa para o ponto em questão, mas essa obra só será viável após o novo contrato de manutenção e perante disponibilidade de recursos. De forma mais imediata, o DNIT se comprometeu a estudar uma forma ainda mais paliativa para o local, como um redutor de velocidade ou algum tipo de sinalização mais ostensiva. Um ofício será enviado pela Amvag para justificar a intervenção e ajudar a agilizar os trâmites.
– A boa notícia do encontro é que o DNIT recebeu ‘ok’ do governo federal para a duplicação da BR-116 no trecho até Dois Irmãos. Num primeiro momento, a autorização era até o acesso a Ivoti. Essa obra considerada estruturante tem custo elevado, depende de licitação de projeto e da própria obra. Segundo o superintendente, o edital para a execução do projeto deverá ser lançado ainda em 2025, mas com prazo de execução de dois anos. Só após definido este projeto – que deverá contemplar viadutos – é que será licitada a obra em si, considerada de longo prazo. Também sobre as intervenções estruturantes, a Amvag reforçará por meio de oficio ao DNIT sua urgência – diz a nota divulgada pela entidade.