Fonte: Zero Hora / Foto: Pixabay
O Rio Grande do Sul abriu 77.953 vagas com carteira assinada entre janeiro e outubro deste ano, saldo de 1.411.267 admissões e 1.333.314 desligamentos. O número já supera todo o resultado de 2024, quando foram criados 63.497 postos, um avanço de 22,8%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quinta-feira (27), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Segundo o secretário estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, o desempenho está ligado às políticas de qualificação profissional implementadas pelo governo.
— Cada vez mais a política de promoção da qualificação profissional, por meio de cursos e capacitações, está mostrando sua eficiência com esse crescimento dos níveis de empregabilidade — afirmou.
No ranking nacional, o Estado ocupa a sétima posição, atrás de São Paulo (502,7 mil), Minas Gerais (159,6 mil), Paraná (129,4 mil), Bahia (104,3 mil), Rio de Janeiro (104,2 mil) e Santa Catarina (101,1 mil). A Região Sul aparece em terceiro lugar na geração de empregos, com 308.368 vagas, atrás do Sudeste (789.028) e do Nordeste (369.596).
Outubro tem saldo negativo
Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, outubro registrou queda: foram 131.669 contratações e 131.925 desligamentos, com saldo negativo de 256 vagas. A indústria puxou a retração, encerrando 5.697 postos.
De acordo com Sossella, o recuo está relacionado às tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. “Com a perspectiva de acordos para reduzir essas taxas, acreditamos que os números da indústria voltarão a crescer”, disse.
Entre os setores, serviços lideraram a criação de empregos no mês, com 2.505 vagas, seguidos por comércio (1.618) e agropecuária (1.582). A construção teve saldo negativo de 264 postos.
Cinco municípios com maior número de vagas
Porto Alegre: 397 vagas
Vacaria: 292 vagas
Santa Rosa: 263 vagas
Canoas: 232 vagas
Passo Fundo: 215 vagas