Sem pressa para esfriar: abril inicia quente e com pouca chuva no RS

01/04/2026
Fonte: GZH / Foto: JDI

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Abril começa nesta quarta-feira (1º) sem cara de outono no Rio Grande do Sul. O primeiro dia do mês é de tempo firme e calor, antecipando uma tendência que deve se manter ao longo das próximas semanas: predomínio de dias mais quentes e com chuva dentro ou abaixo do esperado.

A quarta-feira manteve o cenário de estabilidade atuando sobre praticamente todo o território gaúcho. Especialmente no Oeste e no Noroeste, o sol apareceu com força desde cedo e elevou rapidamente a temperatura para a casa dos 30°C.

No entanto, a Metade Leste segue sob influência de maior umidade, o que favorece variação de nuvens ao longo do dia. Há possibilidade de chuva fraca e isolada em áreas do Sul, da Costa Doce, da Região dos Vales, da Região Metropolitana, da Serra e do Litoral.

 

Dias quentes se sobressaem

O Estado vem de um mês de março com temperatura elevada. As previsões apontam, conforme indica o meteorologista Murilo Lopes, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que abril deve prolongar características observadas no período que passou.

A região já está sob a influência do outono e, portanto, não se descarta a ocorrência de dias mais frios. Ainda assim, a expectativa é de que haja uma maior quantidade de dias quentes em detrimento dos amenos.

– A tendência é que ainda tenhamos períodos de temperatura bastante alta ao longo do mês de abril, apesar da chegada das primeiras massas de ar mais frio à região. Esses sistemas devem atuar de forma pouco frequente e afetar o Rio Grande do Sul por um curto período de tempo, o que faz com que, de modo geral, tenhamos dias mais quentes na média – aponta Lopes.

A meteorologista Eliana Veleda Klering, professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), afirma que a média do mês pode ficar entre 1°C a 1,5°C acima do habitual pelo território gaúcho. Ela adiciona que a faixa onde devem ser observados os registros mais altos é a fronteira com o Uruguai, desde a região da Campanha até a Fronteira Oeste.

De acordo com a Climatempo, áreas do Norte devem observar esse maior aumento. A empresa especializada em meteorologia também prevê a possibilidade de queda de expressiva nos termômetros no fim de abril ou início de maio devido à passagem de uma frente fria.

 

Chuva

O início de abril deve manter um padrão mais irregular de chuva, com períodos prolongados de tempo seco intercalados por episódios isolados de precipitação. A intensidade e a distribuição dos volumes, no entanto, ainda podem variar conforme o modelo meteorológico analisado.

– Percebemos essa concentração de chuva em curtos intervalos, seguida por vários dias sem precipitação. Esse comportamento vem sendo observado desde o fim do ano passado e pode se repetir ao longo do mês de abril – explica a professora Eliana Klering.

Segundo a Climatempo, a ocorrência de chuva neste período estará associada, principalmente, à combinação de temperatura elevada e à disponibilidade de umidade sobre o Rio Grande do Sul, o que favorece a formação de nuvens carregadas.

Além disso, áreas de baixa pressão que se organizam sobre o Paraguai e a eventual passagem de frentes frias ajudam a estimular a precipitação no Estado.

Para a empresa especializada em meteorologia, os volumes de chuva devem ficar dentro ou ligeiramente abaixo da média ao longo do mês. Algumas áreas da Metade Leste podem registrar aumento pontual nos acumulados, enquanto a maior deficiência deve ocorrer na faixa de fronteira com a Argentina.

O meteorologista Murilo Lopes avalia que, apesar do início ainda marcado pela irregularidade, é esperada uma melhora gradual no comportamento da chuva ao longo das semanas. Com isso, ele afirma, abril deve encerrar com volumes próximos à normalidade na maior parte do Estado.

– A grande questão é que alguns episódios podem ter uma chuva mais volumosa, especialmente quando nós tivermos alguma frente fria avançando. Podemos ter episódios de chuva forte acontecendo aqui no Estado – conclui.

Já a professora Eliana Klering chama atenção para um cenário de redução mais persistente em algumas regiões. Nas análises da especialista, o Noroeste concentra a maior expectativa de diminuição das precipitações, o que pode intensificar o processo de estiagem já observado.

– Houve redução de chuva em fevereiro e em março, e a tendência para abril também aponta nesse sentido. É importante acender um sinal de alerta para essa região – destaca.


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