“Clube de Matemática” de Morro Reuter conquista Medalhas em Olimpíada Nacional

02/12/2025
Por Alan Caldas (Editor) / Na foto, os medalhistas da EMEIEF Edvino Bervian

Por Alan Caldas (Editor) / Na foto, os medalhistas da EMEIEF Edvino Bervian

Carmem Ramminger foi professora concursada da rede municipal de ensino em Morro Reuter por 25 anos. Aposentou-se em junho de 2021, e ninguém que passe 25 anos em classe, vivendo o dia-a-dia da Educação, consegue se afastar abruptamente dessa profissão. Cada ano na escola, cada aluno, cada matéria, cada formatura vai cravando na alma e lá fica como lembrança adorável do que se deu de apoio a cada aluno nesse um quarto de século.

Foi assim que, já estando aposentada, a professora Carmem recebeu da direção da Escola Tiradentes, de São José do Herval, o desafio de preparar alunos para criar o Clube de Matemática.

Recebeu e, é claro, nem pensou duas vezes. Aceitou na hora. A proposta envolvia fazer “algo mais” para quem gosta “da tão temida matemática”, disse ela. E a professora Carmem não queria perder a chance de ampliar os conhecimentos de mais uma leva de meninos e meninas que amam a matemática.

As aulas começaram já na primeira semana, com a meninada faceira e empolgada na Escola Tiradentes. Mas o assunto “vazou” e, nas semanas seguintes, outra escola, a Edvino Bervian, igualmente a procurou para iniciar o clube também naquela escola. E outra vez a professora Carmem obviamente disse “sim”, começando, ali, no início de abril.

Não era uma matéria de currículo. Os alunos foram convidados, não era uma imposição, entrava quem queria. “O ingresso era por livre adesão”. E era, de fato e segundo a professora Carmem, “um algo a mais para aqueles que não temem a matemática e querem ampliar sua visão”.

A adesão foi boa. “Nas duas escolas tivemos em torno de 25 alunos em cada, vindos dos 6° ao 9° anos”, disse a professora.

Em cada escola foram trabalhados dois grupos, um grupo vindo do 6° e 7° anos e, o outro, oriundo dos do 8° e 9° anos.

A ideia básica do clube é trabalhar e aprofundar assuntos que normalmente não são tratados nas aulas regulares, como Educação Financeira e Educação Fiscal.

Além disso, porém, foi dado grande destaque para a OBMEP, que é a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e, também, para o OLITEF, que é a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira.

Essas duas áreas, OBMEP e OLITEF, são competições educacionais nacionais, englobam o Brasil como um todo e são destinadas a estudantes com o objetivo específico de estimular o conhecimento em suas respectivas áreas.

Conforme a professora Carmem, o objetivo foi e é aprofundar conhecimentos lógicos da matemática, mas fazer isso com uma dinâmica diferente da que normalmente é dada nas aulas curriculares normais. “A ideia é aproximar os estudantes de desafios, de uso de raciocínio através da lógica e com muitas atividades práticas”, destacou a professora.

Em vista disso, durante o ano foram realizadas preparações específicas para diversas competições, acelerando um treinamento através de conhecimentos para, por exemplo, participar da OBMEP, da OLITEF e de provas da Fundação Liberato, entre outras.

A atividade rendeu frutos imediatos, e 12 alunos conquistaram Medalhas na Olimpíada Brasileira de Educação Financeira do Tesouro Nacional, sendo que 5 deles receberam Medalha Ouro, 4 Medalha Prata e 3 Medalha Bronze. Uma honra para eles, para a cidade de Morro Reuter e, é claro, para a professora Carmem Ramminger, que viu seu retorno à classe e esforço no trato com os alunos se recompensado pelo belíssimo desempenho da turma.

 

Conheça aqui os Medalhistas de Morro Reuter

 

Ouro (5):

- Erik Weber – EMEIEF Tiradentes

- Beatriz Ramminger Sparremberger – EMEIEF Tiradentes

- Manuel Werberich – EMEIEF Tiradentes

- Esthefany de Almeida – EMEIEF Edvino Bervian

- Ezequiel Robinson Azevedo – EMEIEF Edvino Bervian

 

Prata (4):

- Betina Gorgen – EMEIEF Edvino Bervian

- Carmela da Rocha – EMEIEF Edvino Bervian

- Cecília Lauer – EMEIEF Edvino Bervian

- Julia Plácido – EMEIEF Edvino Bervian

 

Bronze (3):

- Eduardo Scherer – EMEIEF Edvino Bervian

- Gustavo Kolling – EMEIEF Edvino Bervian

- Marina Fachin – EMEIEF Tiradentes

 

 

*

 

Mas afinal: o que é Matemática?

 

A matemática não tão qual a conhecemos, mas, ainda rudimentar, surgiu, segundo registra a história, da necessidade humana de contar, de medir e “organizar o mundo”.

Os primeiros relatos de matemática, como nos mostram os livros de história, vieram lá do Antigo Egito e da Mesopotâmia, numa data que é por volta dos anos 3500 antes de Cristo.

A função principal da matemática foi e é fornecer uma linguagem estruturada para compreender e descrever o mundo. A matemática, como se sabe, serve desde resolver problemas cotidianos simples tanto quanto para compreender os fenômenos mais complexos da natureza. Do navio que flutua ao avião que voa, dos satélites orbitando a Terra até a Voyager que neste momento está entrando no espaço profundo, tudo, absolutamente tudo, tem a ver com cálculos matemáticos.

A matemática auxiliou no avanço da ciência, da tecnologia, da economia e em diversas áreas outras áreas do conhecimento.

Aliás, a matemática é considerada a “mãe de todas as ciências”. Ela também é vista como uma linguagem universal, que sustenta e permite o desenvolvimento de inúmeras outras disciplinas. Se “falássemos” com seres de outros planetas, muito provavelmente a “língua” seria a matemática.

Muito se fala, por exemplo, em “verdade científica”. Mas a verdade científica é sempre apenas uma probabilidade. A verdade verdadeira, realmente, é a verdade matemática.

Em vista disso, muitas áreas do conhecimento humano evoluíram como campos de estudo que dependem fundamentalmente de princípios e matemáticos. Entre eles, podemos citar a Física, a Astronomia, a Estatística, a Ciência da Computação, a Engenharia, a Economia e finanças, a Música e, mesmo, a Química.

Em síntese: saber matemática permite ampliar a visão de mundo ou aquilo que os filósofos tedescos chamavam de “Weltanschaungem”. (Por Alan Caldas)

 

(Fotos: Divulgação)


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