Fonte: GZH / Foto: SC Internacional
Abel Braga teve o nome regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na noite de segunda-feira (1º) e está liberado para comandar o Inter nos últimos dois jogos do Brasileirão. O treinador abriu mão de receber salário, mas a legislação obriga que o profissional seja remunerado.
A CBF exige a validação dos contratos de jogadores e de técnicos no seu sistema. Para o documento ser validado, é necessário constar o valor do salário. Porém, pelo vínculo afetivo, Abel Braga abriu mão de qualquer pagamento para tentar livrar o clube da zona de rebaixamento nas duas últimas rodadas do Brasileirão. O tema foi analisado internamente e, para facilitar a inscrição para ele estar no banco de reservas contra o São Paulo, nesta quarta-feira (3), o Inter colocou uma remuneração mínima.
Valor simbólico
Zero Hora consultou fontes jurídicas sobre qual seria o piso da categoria no Rio Grande do Sul, mas não há um mínimo regional para técnicos. Com isso, o pagamento deverá ser de um salário mínimo (R$ 1.518,00).
Por se tratar de um valor simbólico, a remuneração deverá constar no documento, segundo explicação do Sindicato dos Atletas. Procurado pela reportagem, o estafe de Abel Braga não respondeu se o dinheiro será destinado para alguma entidade.
Abel Braga retorna ao Inter para a sua oitava passagem como treinador do clube. Campeão mundial e da Libertadores em 2006, o ídolo pretende retomar a confiança do plantel nos bastidores para conquistar duas vitórias e livrar a equipe do rebaixamento.